Política
Candidato nunca mais ganhou nada depois que mudou de nome
| MARISTELA BRUNETTO E KAMILA ALCâNTARA / CAMPO GRANDE NEWS
Numerologia - O candidato ao governo, Delcídio do Amaral, teve de recorrer à assessoria para tentar corrigir um erro que o persegue desde 2014, quando ele resolveu tirar o 'do' do nome. Como muita gente na imprensa ainda o chama da forma como está na Certidão de Nascimento, o pedido é para que o tratem da forma como consta nas urnas, só 'Delcídio Amaral'. Coincidência, numerologia ou má fama depois de ser preso em 2015, acusado de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato, desde que ele passou a usar esse nome, nunca mais ganhou uma eleição. Até então, era só 'Delcídio' nas campanhas.
13º aditivo - A Prefeitura de Campo Grande fez nova alteração no contrato para a reforma da antiga rodoviária da cidade, a parte do Terminal Rodoviário Heitor Eduardo Laburu que pertence à Administração Municipal. Já é a 13ª alteração contratual, dessa vez para reduzir o valor do contrato entre suplementações e supressões de valores. A conta cai de R$ 18,5 milhões para R$ 18 milhões. Trata-se de uma obra que segue há anos. Recentemente foi firmado outro contrato, de R$ 2 milhões, para a climatização do local. Entre adiamentos, a nova previsão de entrega é para abril do ano que vem.
De padre a bolivianos - A PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) prepara uma solenidade para homenagear mais de 200 militares e convidados que tiveram atuação de destaque ou colaboração com a segurança pública. A lista inclui integrantes do Judiciário, Ministério Público, Marinha, Exército e até policiais bolivianos. Na Medalha do Mérito aparecem 45 nomes, entre eles dois padres e 13 comandantes de corporações de outros estados. Já a Insígnia do Mérito reúne um grupo maior, com cerca de 120 militares. É nessa relação que estão quatro policiais bolivianos, incluindo agentes com atuação na região de fronteira.
Nada na conta - Quinze dias após o início of icial da campanha eleitoral, apenas Republicanos e PSOL atualizaram as contas com os valores recebidos, tanto das direções nacionais quanto de pessoa física. Os outros 24 seguem sem registrar dinheiro em caixa. O Republicanos aparece com pouco mais de R$ 1 milhão, sendo R$ 497,6 mil da direção nacional e o restante de Henrique Sartori de Almeida Prado. Ele é professor universitário, com doutorado em Ciência Política e outras especialidades. Já o PSOL informou o recebimento de R$ 17,9 mil enviados pela direção nacional.
Herança judicial - Paralisada em julho de 2026 após a morte do ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal, aos 60 anos, uma cobrança judicial movida pelo governo federal voltou a andar no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul). O juiz Carlos Alberto Garcete deu prazo de 30 dias para que a União informe como pretende prosseguir com a ação e peça a inclusão dos herdeiros no processo.
Pendência de 2018 - O processo é um desdobramento da rejeição das contas de Bernal na campanha de 2018 para deputado federal. Na época, a Justiça Eleitoral identificou irregularidades no uso de verbas públicas e determinou a devolução de R$ 5.455,47 ao Tesouro Nacional. O Ministério Público Eleitoral tentou cobrar também outros R$ 110.422,50 referentes a dívidas de campanha não pagas, mas o trecho enviado termina antes da informação sobre o desfecho desse pedido.
Treta eleitoral - O embate chegou ao Tribunal Regional Eleitoral. A empresária e candidata a deputada estadual Pamella Karina, conhecida como Pam Make, acionou a Justiça para tentar retirar da internet vídeos e publicações feitos contra ela. O alvo do processo foi Daniele Santana Gomes, a Coach Irônica, que chegou a ser presa pela Polícia Civil no início do ano, acusada de perseguição, e foi chamada de “pistoleira digital' por causa do conteúdo publicado nas redes.
Sem blindagem - O pedido de Pam Make, porém, foi negado. Mesmo sem manifestação da Coach Irônica no processo, o desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva decidiu manter os vídeos no ar. Na decisão, afirmou que a Justiça Eleitoral não deve funcionar como blindagem contra críticas, sarcasmo e “opiniões ácidas' e destacou que candidatos estão mais sujeitos a manifestações do eleitorado. Com isso, o pedido não prosperou e os vídeos permaneceram disponíveis.
Suspensão cumprida - A Prefeitura informou no Diário Oficial que cumpriu a determinação do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) e suspendeu, até nova ordem, a licitação de R$ 14,9 milhões para compra de material usado na produção de asfalto. O certame, que receberia propostas na última sexta-feira (28), previa a aquisição de até 2.640 toneladas de cimento asfáltico.
Sem justificativa - Técnicos do Tribunal apontaram falhas no processo, entre elas a falta de justificativa suficiente para a quantidade prevista na compra. O aviso de suspensão é assinado pelo diretor do Central/MS (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul), Vanderlei Bispo de Oliveira. O consórcio é presidido pela prefeita Adriane Lopes.
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