Ex-governador critica gastos de Lula e defende novo pacto com os estados

Ex-governador apontou o peso da dívida pública e o custo mensal de R$ 18 milhões para custear presos sob responsabilidade da União

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Berlim Caldeirão
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Pré-candidato ao Senado Federal, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) defende uma mudança estrutural na relação entre Brasília e os estados brasileiros. 

Ao Ponta Porã Informa, o ex-governador classificou o peso da dívida pública nacional, hoje superior a R$ 9 trilhões, como 'agiotagem oficial'.

Ele criticou o pagamento de bilhões em juros e apontou a urgência de reformas que priorizem a população em vez da máquina administrativa. O cenário atual foi definido pelo entrevistado como de 'gastança desenfreada', impedindo que os recursos cheguem efetivamente às famílias.

'Temos um governo que gasta muito com a própria estrutura e pouco com o cidadão. Enquanto os Estados Unidos, maior potência do mundo, operam com 22 ministérios e a nossa vizinha, Argentina, com apenas 15, o Brasil mantém 38. É uma conta que não fecha e que impede o crescimento significativo que nossa gente precisa', afirmou.

Para demonstrar a viabilidade de transformação no gasto público, Azambuja citou seus oito anos no Governo de Mato Grosso do Sul. O período, segundo ele, funcionou sob a lógica do governo municipalista, focado em investimentos diretos nos municípios.

'Brasília pode e deve contribuir muito mais com os estados e municípios. Para isso, precisamos de um Parlamento forte e de um Senado que lidere as reformas necessárias, especialmente a tributária. O objetivo é garantir que o imposto pago pelo cidadão retorne em infraestrutura, saúde e educação de qualidade', declarou o pré-candidato.

TOP Mídia News/Diana Christie

O impacto do tráfico internacional de drogas nas finanças estaduais também pautou a conversa. Segundo Azambuja, Mato Grosso do Sul destina atualmente mais de R$ 18 milhões mensais para manter detentos processados por crimes transfronteiriços.

A responsabilidade direta sobre essa parcela carcerária é da União. Caso o Governo Federal assumisse o encargo constitucional, Azambuja calcula que a economia anual do estado seria suficiente para construir 7.800 moradias.

'É uma distorção que precisa ser corrigida em Brasília. É preciso fazer esse enfrentamento técnico e político no Parlamento, para garantir que o recurso de Mato Grosso do Sul fique aqui, gerando dignidade e melhores condições de vida para quem mais precisa', concluiu Reinaldo.



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