Mano lamenta desfalques do Fluminense: "Todo mundo sente a ausência de cinco titulares"

Treinador concede entrevista após a derrota para o Internacional e projeta jogos no Maracanã: "Vamos nos preparar para vencer dentro de casa"

| GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE


Internacional 2 x 0 Fluminense | Melhores momentos | 33ª rodada | Brasileirão 2024
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Após a derrota do Fluminense para o Internacional nesta sexta-feira por 2 a 0, no Beira-Rio, Mano Menezes concedeu entrevista coletiva e lamentou o grande número de desfalques para a partida: Fábio, Thiago Santos, Ganso, Arias e Kauã Elias ficaram de fora por suspensão.

Na opinião do treinador, a equipe sentiu muito a ausência de alguns de seus principais jogadores, no Beira-Rio, mas também elogiou o time do Internacional.

Ao ser perguntado como trabalhar a motivação dos jogadores na luta contra o rebaixamento, o treinador afirmou ainda que "quem está no Fluminense não precisa ser motivado".

- Temos todas as motivações do mundo. Quem está no Fluminense não precisa ser motivado para coisa nenhuma. Quem não tem motivação não pode estar aqui. Não temos casos como esse, os jogadores estão trabalhando para isso. Vamos trabalhar bem nas duas semanas que temos pela frente e vamos nos preparar para vencer a primeira partida dentro de casa, que sempre é o que a gente tem que fazer. Não dá pra vencer dois jogos, não dá pra vencer três jogos, temos que vencer. Não podemos adiar essa questão de vencer.

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Questionado sobre as insatisfações dos torcedores do Fluminense, o treinador afirmou ainda que o momento não é de expor publicamente ninguém, que as avaliações precisam ser feitas no final da temporada. Segundo o técnico, o objetivo agora é livrar o time do rebaixamento.

- Internamente nós temos as nossas avaliações, internamente nós conversamos muito sobre isso, a hora agora é de tirar o Fluminense da situação que ele está. Depois que terminar a temporada, acho que é hora de fazer a avaliação, e certamente ela não vai ser expondo esse ou aquele publicamente que não é interesse de ninguém.

- O torcedor tem a avaliação, a gente respeita a avaliação, mas eu posso garantir ao torcedor que falta de interesse não há. O que há é um ano que começou difícil e veio se arrastando. E agora ao estar na situação que está de pressão extrema, porque não é fácil jogar nessa pressão extrema. Alguns sentem mais, outros sentem menos. Alguns já passaram por situação como essa, outros estão passando pela primeira vez, porque o clube grande não é normal de estar aí. Nessa hora é trabalhar, falar pouco, porque não vai ajudar nada nós tornarmos as situações públicas. Quando terminar tudo isso, fazer a avaliação correta para o Fluminense e para o futuro do Fluminense.

Mano Menezes explicou também a escolha de começar a partida com dois laterais pelo lado direito: Samuel Xavier e Guga.

- Eu não sei se você sabe, mas no ano passado um time (o Palmeiras) foi campeão brasileiro com dois laterais direitos. Então, o problema não são os dois laterais direitos, não são os dois laterais esquerdos. Fazer bem as coisas que você se propõe a fazer. E Guga não jogou de ponta direita. Guga jogou na segunda linha do meio campo, a gente fez duas linhas para defender. E a missão dele no primeiro tempo era fazer isso.

- Nós dividimos o jogo em partes. Entendemos que era importante conter as iniciativas do Internacional no primeiro tempo que a gente fez. O Guga fez bem a parte dele que coube, e nós como equipe não fizemos a outra parte. Na verdade, sofremos muito mais pelo lado esquerdo nosso defensivo, porque não fizemos bem o que precisava ter feito, não marcamos bem.

Com a derrota, o Fluminense segue estacionado com 37 pontos na tabela, a três pontos de distância do 17º colocado. O Campeonato Brasileiro terá uma pausa para a data FIFA na próxima semana e o Tricolor voltará aos gramados somente no dia 22, diante do Fortaleza, no Maracanã, às 21h30.

Confira outras respostas de Mano Menezes

O que faltou pra sair com o empate?

- A gente tem sofrido bastante no ano porque marcamos poucos gols. Então quando temos o nosso momento, quando controlamos o jogo mais, a equipe não está conseguindo definir o jogo a seu favor. Isso obriga o técnico a traçar estratégia como foi a estratégia do primeiro tempo. A gente sabia que ia sofrer ofensivamente, com poucas oportunidades, mas queria estabelecer primeiro uma contenção dessa força do adversário, desse volume de jogo, para depois, na segunda parte, também estar apto para vencer. Só que de novo, quando nós tivemos mais posse, quando nós tivemos mais bola, a gente encontra essa dificuldade que vem se repetindo durante a temporada. É verdade que jogadores importantes nós não estavam. Nós estávamos sem John Arias, nós estávamos sem Ganso, que é o jogador que acha uma jogada diferente.

- A gente estava sem Kauã, que coloca uma força para a equipe, de atacar com mais profundidade e a equipe sente bastante isso. E outros jogadores também, sem Fábio e Thiago Santos. Mas a equipe pode, nas suas tomadas de decisão encontrar caminhos com um pouquinho mais de lucidez. A gente tem cometido uns erros de afobação de escolher o caminho errado no último momento. Isso provavelmente tem a ver também com essa pressão de estar jogando nas últimas colocações, de olhar pra tabela e se ver mal colocado.

- Nem todos estão preparados pra esse momento, mas eu vou dar tranquilidade a eles. Tranquilidade não quer dizer apatia, tranquilidade não quer dizer não trabalhar, não quer dizer não ter cobrança, porque nós nos cobramos muito, sofremos muito. O torcedor eu tenho certeza que sofre, mas a gente que vive disso e quer a nossa profissão, pra ter certeza, sofre muito mais.

Recorde quebrado por Roger

- Em relação ao recorde quebrado. A gente aqui em 2022 também viveu um momento muito bom de reação no campeonato. O Inter volta a viver de novo um momento importante e bom. Infelizmente pra nós, porque não era o que a gente queria nessa hora. Não pelo recorde em si, porque é mérito dos outros, mas porque precisávamos do resultado. Acho que tivemos perto, no segundo tempo de, no mínimo, levar um ponto daqui, mas esbarramos de novo em algumas escolhas nossas, algumas limitações que temos e que têm feito a temporada ficar dramática do jeito que ficou.



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