Esportes
Ana Sátila vai disputar medalha inédita para o Brasil no caiaque pela canoagem slalom
Brasileira disputou na categoria simples da canoagem (K1). Nessa fase da competição, os 12 mais rápidos avançam à final
| GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE
O Brasil vai tentar uma medalha inédita na canoagem slalom! A brasileira Ana Sátila avançou à final do caiaque na canoagem slalom neste domingo, que será realizada ainda hoje. Disputando as semifinais da canoagem simples (K1), Ana executou uma descida limpa, sem receber penalidade, passando bem pelos obstáculos e chegando com o tempo espetacular de 102.23. Nessa fase da competição, os 12 atletas mais rápidos se classificavam para a final, que acontece a partir 12h45 (Horário de Brasília).
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Ana Sátila conseguiu desbancar grandes nomes da canoagem nessa competição, que é sua especialidade. Atrás dela, estava Eliska Mintalova, da Eslováquia, que ficou com um tempo de 101.04. Ana terminou em quinto, logo depois da alemã Ricarda Funk (97.31), da polonesa Klaudia Zwolinska (99.84), da britânica Kimberley Woods (99.87) e da italiana Stefanie Horn (101.04).
A brasileira ainda representa o país na canoa (categoria C1) e no Extremo. O Brasil foi a Paris na canoagem com dois atletas na delegação. Além de Ana, Pepê Gonçalves tenta medalha. O atleta foi eliminado na canoa, mas ainda tentará o caiaque extremo. Pepê retorna às águas nesta terça-feira (30) para as eliminatórias da modalidade. Ana disputará a final ainda neste domingo, a partir 12h45 (Horário de Brasília), com transmissão ao vivo do sportv4 e do ge .
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Entenda a canoagem slalom
A canoagem nasceu na Groenlândia e marca presença nos Jogos Olímpicos desde Berlim 1936. Quatro anos antes, na Suíça, surgia a canoagem slalom, imaginada a partir do esqui slalom. No país europeu, as primeiras competições foram realizadas em águas tranquilas, mas logo mudaram para grandes corredeiras.
Exatamente quatro décadas depois, a modalidade foi adicionada ao quadro olímpico nos Jogos de Munique. Porém, foram precisos mais 20 anos para o esporte se tornar figurinha carimbada nas Olimpíadas. Neste ano, em Paris, a canoagem slalom ganhou mais dois eventos com a inclusão das provas de caiaque extremo.
Apesar das semelhanças que compartilha com as demais categorias da canoagem, a slalom é consideravelmente diferente. As principais características que a diferencia são a canoa e o caiaque. Nela, as embarcações utilizadas são menores e mais leves, mas feitas de materiais mais resistentes aos impactos causados pela força das águas.
O primeiro ponto para desvendar o esporte é entender as características da canoa (C1) e do caiaque (K1 e K1 Extremo Cross). Na canoa, o atleta se posiciona de joelhos com uma trava de velcro que tem a função de firmar as pernas e o remo conta com apenas uma pá. Já no caiaque, são duas pás e o atleta fica sentado com um auxílio nos pés.
Na canoagem slalom, os obstáculos são os mesmos, tanto para o caiaque quanto para a canoa. O competidor precisa passar obrigatoriamente pelas portas, formadas por dois canos suspensos. Nas verdes, o atleta atravessa a porta a favor da corrente. Nas vermelhas, ele terá de voltar contra a corrente para depois retornar ao percurso.
As provas podem conter até 25 portas, o que varia de acordo com o peso da pista e o grau de dificuldade, como o número de remontas. Vence quem fizer tudo isso em menor tempo e sem tocar nos obstáculos, já que esses toques representam acréscimo de tempo na cronometragem final.
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