Zé Roberto vai usar Liga das Nações para fechar time das Olimpíadas: "Dar oportunidades"

Treinador da seleção brasileira fez uma análise dos adversários do Brasil nessa primeira semana da Liga das Nações de Vôlei (VNL) Feminino 2024

| GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE


Seleção feminina se prepara para estrear na Liga das Nações de Vôlei
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O Brasil vai disputar a Liga das Nações de Vôlei (VNL) Feminino 2024 a partir desta terça-feira (14), no Maracanãzinho, com um duplo objetivo: conquistar um título inédito e, mais importante, dar ao técnico Zé Roberto Guimarães uma oportunidade de aparar as arestas e definir quem vai para as Olimpíadas de Paris, que começam no fim de julho. Logo na primeira semana do torneio, a seleção feminina já enfrenta dois adversários que, nos últimos anos, foram uma pedra no tênis de cada jogadora em quadra: Estados Unidos, para quem o Brasil perdeu a medalha de ouro em Tóquio 2020, e Sérvia, para quem a seleção sofreu uma derrota na final do último Mundial da modalidade, em 2022, novamente ficando no segundo lugar do pódio.

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Na estreia, outra pedreira. O Canadá pode não ter a mesma força de Brasil, Estados Unidos e Sérvia, mas vem crescendo e, diferentemente das outras três equipes, ainda não tem vaga em Paris, o que pode ser um incentivo para jogar com vontade dobrada. O Brasil também vai enfrentar a Coreia do Sul, que vive um período de renovação do seu vôlei e caiu para a 40ª posição do ranking mundial, mas que pode surpreender. Todas as partidas serão transmitidas ao vivo pela sportv2, com tempo real do ge.

Na avaliação de Zé Roberto, todos os quatro jogos dessa primeira semana da VNL serão fundamentais para acertar o time diante de adversários fortes.

- A gente tem que ajustar, dar oportunidades (para as jogadoras), para fechar o grupo que vai para Paris - projeta Zé, afirmando que já chegar à VNL classificado para os Jogos Olímpicos faz toda a diferença: - Muda o planejamento. Uma coisa é jogar desde o início tendo que usar todas as jogadoras e ganhar todos os jogos, em busca de classificação, outra é chegar sem essa pressão. Mas a busca ao ranking permanece, ranking é uma das metas, porque os grupos (em Paris) vão ser formados pelo ranking. Então dá uma tranquilidade saber que estamos classificados para o objetivo maior, que são as Olimpíadas, mas é uma tranquilidade efêmera. A gente sabe que a cobrança vai ser a mesma.

A VNL foi criada em 2018 e substituiu o Grand Prix, torneio que aconteceu anualmente entre 1993 e 2017. Maior vencedor do Grand Prix, com 12 títulos, o Brasil ainda não conseguiu vencer uma VNL. Esse ano, o efeito Macaranãzinho é levado em conta pelo treinador, para quem começar em casa pode dar a serenidade necessária para a equipe.

- A gente vai em busca de bons resultados, é uma competição importante, que antecede os Jogos Olímpicos e que a gente ainda não ganhou - diz, comentando que o pouco tempo de treino juntas não é desculpa: - Todos os times tiveram pouco tempo de treinamento, exceto China e Japão.

Bicampeão olímpico em 2008 e 2012 e atual terceiro do ranking, prata nos últimos Jogos Olímpicos e Mundial, o Brasil vai com força máxima, mas dando oportunidades a algumas atletas mais jovens, como é o caso de Julia Kudiess. Nesta segunda-feira, o técnico José Roberto Guimarães anunciou as 14 atletas relacionadas para o primeiro jogo da VNL:

Macris – Levantadora Roberta – Levantadora Kisy – Oposto Ana Cristina – Ponteira Gabi (C) – Ponteira JúIia Bergmann – Ponteira Pri Daroit – Ponteira Rosamaria – Ponteira CaroI – CentraI Diana – CentraI JúIia Kudiess – CentraI Luzia – CentraI Natinha – Líbero Nyeme – Líbero

Além delas, outras quatro jogadoras foram inscritas para a primeira semana da Liga das Nações e poderão ser utilizadas nas próximas partidas no Maracanãzinho: Lorenne (oposta), Tainara (oposta), HeIena (ponteira) e Thaísa (centraI).

Análise dos adversários na VNL

Zé Roberto fez uma análise de cada um dos quatro primeiros adversários do Brasil. No caso do Canadá, 11º colocado no ranking mundial e rival de estreia nesta terça-feira (14/5), às 21h, ele tem a vantagem de conhecer bem o jogo de uma de suas principais estrelas, a oposta Kiera Van Ryk. Maior pontuadora da Liga Turca, Kiera foi treinada justamente por Zé Roberto na temporada passada.

- Acho que a briga pela última vaga para os Jogos Olímpicos vai ser entre Canadá e Holanda. O Canadá é um dos times que mais evoluíram nesse período (o último ciclo olímpico). A Kiera jogou comigo, é uma oposta muito boa. O time também tem a Brie (King, ex-levantadora do Sesc-Flamengo), a Maglio, a Gray... Vai incomodar.

Na quinta-feira, dia 16, o Brasil enfrenta a Coreia do Sul às 14h. Ao contrário do Canadá, que vive uma ascensão, a Coreia teve uma queda de rendimento muito grande nos últimos meses, o que se reflete no ranking mundial atual, onde ocupa apenas a 40ª colocação e praticamente não tem mais chances de conquistar a vaga olímpica. Ainda assim, Zé Roberto pede cautela, especialmente porque é o time ao qual menos conhece.

- A Coreia é o que menos vi jogar. A gente conhecia algumas jogadoras, como a Kim Yeon Koung, que é um ponto de força muito grande, mas que está parando. A equipe está passando por uma renovação. Mas é um time asiático, de grande velocidade e bom sistema defensivo - avalia: - Mas para Olimpíadas, acho que não vai dar. As últimas quatro vagas devem ficar com Itália, China, Japão e ou Holanda, ou Canadá.

Os Estados Unidos, que jogam contra o Brasil na sexta-feira (17/5), às 21h, só estão atrás da Turquia no ranking mundial e são os atuais campeões olímpicos. Naquele 8 de agosto de 2021, as americanas derrotaram as brasileiras por 3 sets a 0, parciais de 25/21, 25/20 e 25/14. O objetivo agora é chacoalhar esse equilíbrio e desfazer a vantagem, o que nunca é fácil, principalmente pela quantidade de boas jogadoras que a seleção americana tem em cada posição.

- Os Estados Unidos têm uma gama de jogadoras de qualidade muito grande, e que estão em atividade mundo afora. Jogam na Turquia, no Irã, no Japão, no próprio Brasil. Isso (a junção de qualidade e quantidade) ajuda muito.

Assim como esteve na final olímpica em 2021, o Brasil fez a final do último Mundial, em 2022. Prata nas duas, mostrou consistência ao chegar nas duas decisões. Pode não ter ganho, mas está sempre brigando pelo título. No mundial, a derrota foi para a Sérvia, atual quarta do ranking, por 3 sets a 0, parciais de 26/24, 25/22 e 25/17. Mas a Sérvia que joga com a seleção brasileira no domingo, 19 de maio, às 10h, fechando a semana de disputas no Rio de Janeiro, está longe da que foi campeã mundial há dois anos, deixando as principais jogadoras, como Tijana Bošković, em casa.

- A Sérvia é um país que pensa um pouco diferente dos outros. Não vai trazer a Bošković na primeira semana, ela não vem para cá. Vem com algumas (da seleção principal), mas não todas. Mas sempre é um bom time, candidato ao ouro. Ganhou da gente na final do último mundial, a maioria das jogadoras joga fora da Sérvia, em grandes times europeus.

Depois dessa primeira semana, o Brasil volta a jogar em Macau, na China, entre 28 de maio e 2 de junho, enfrentando Japão, Países Baixos, Itália e Tailândia. A terceira semana da VNL, entre 11 e 16 de junho, será em Hong Kong, onde o Brasil joga com Polônia, Alemanha, Bulgária e Turquia. A fase final vai acontecer na Tailândia, entre 20 e 23 de junho.

Confira os jogos do Brasil no Maracanãzinho

14 de maio, 21h - Brasil x Canadá - sportv2 e tempo real no ge16 de maio, 14h - Brasil x Coreia do Sul - sportv2 e tempo real no ge17 de maio, 21h - Brasil x Estados Unidos - sportv2 e tempo real no ge19 de maio, 10h - Brasil x Sérvia - Globo, sportv2 e tempo real no ge



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