Byanca Brasil, do Cruzeiro, joga com tranças em forma de "180" em protesto contra assédio e violência contra mulheres

Número é canal de denúncias para casos de assédio e violência. América-MG e Atlético-MG também engrossam protestos que marcaram 5ª rodada do Brasileirão Feminino

| GLOBOESPORTE.COM / LUíS FELLIPE BORGES


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Capitã do Cruzeiro no Brasileirão Feminino, a atacante Byanca Brasil entrou em campo neste sábado para enfrentar o Real Brasília com um penteado especial em referência ao combate ao assédio e a violência contra a mulher. O assunto motivou outros protestos em vários jogos da 5ª rodada da competição em meio às denúncias envolvendo o técnico do Santos, Kleiton Lima.

Em foto compartilhada nas redes sociais do Cruzeiro, ela mostra as tranças, desenhadas para formar o número 180. A sequência de algarismos representa o canal de denúncias para casos de violência contra a mulher no Brasil.

Além do cabelo de Byanca, o Cruzeiro também colocou um patch na camisa para simbolizar o combate à violência contra a mulher e reafirmando a importância do Ligue 180 como canal de denúncia e orientações. Segundo o clube, a estampa estará no uniforme até o fim da temporada.

Já no duelo entre Atlético-MG e América-MG, as atletas dos dois times entraram em campo com tatuagens em que se lia a mensagem: "Eu sou dona de mim". A ação foi realizada em apoio ao Fale Agora, Protocolo de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de Minas Gerais.

Mão na boca e times unidos

A 5ª rodada do Brasileirão Feminino foi marcada por protestos contra o assédio e a violência. Jogadoras de Palmeiras, Avaí/Kindermann e Corinthians ficaram com as mãos na boca durante o hino nacional em manifestação contra o assédio no futebol feminino.

As atletas de Palmeiras e Avaí ainda tiraram uma foto todas juntas com o mesmo gesto, além de Letícia e Siméia, que usam as camisas 19 em seus times, viradas de costas. No clássico entre Galo e Coelho, as jogadoras repetiram o gesto.

Dar ênfase ao número 19 é um ato simbólico. No ano passado, o ge tornou públicas 19 cartas que relatavam casos de assédio moral e sexual do então treinador do Santos, que se afastou do cargo em meio às investigações.

O caso voltou a repercutir depois da recontratação do treinador, neste começo de abril, e da posição adotada pelo Santos. O clube assegurou que não encontrou evidências nas denúncias das atletas e reconduziu Kleiton Lima ao posto.



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