Policial
Acusado de golpe em asilo, advogado é alvo do MPE por pegar R$ 3,4 mil de cliente
Ricardo Augusto Pegolo diz que valores se referem aos honorários dele
| TOP MíDIA NEWS/THIAGO DE SOUZA
Depois que o Asilo São João Bosco acusou golpe de R$ 75 mil por parte do advogado Ricardo Augusto Nascimento Pegolo dos Santos, outra denúncia veio à tona. Ele teria agido do mesmo modo e pego R$ 3.493 de outro cliente, em Campo Grande.
Segundo ação do Ministério Público Estadual, em abril de 2015, a vítima, de iniciais L.F.R, tinha títulos extrajudiciais no valor de R$ 3.493 e contratou o advogado Orlando Prado e Silva para fazer a cobrança judicial contra uma mulher. À época, ela propôs um acordo para parcelar a dívida em 35 parcelas de R$ 100.
Porém, diz o MPE, em fevereiro de 2016, o advogado Orlando, por estar doente, mas sem avisar L.F.R, passou a procuração que tinha recebido para Ricardo Pegolo e outra advogada.
A denúncia diz ainda que o problema se deu quando Ricardo, sem avisar L.F.R, fez um acordo com a devedora, que ficou de pagar apenas R$ 3.250 em depósitos no antigo Itaú Unibanco. O detalhe que esta conta é de Ricardo e não de L.F.R.
A devedora, diz o processo, fez o primeiro depósito de R$ 2.000, em 14 de abril de 2016. Depois, por cinco meses, pagou R$ 250, até que o processo judicial se encerrasse.
Em junho de 2016, a vítima foi verificar os andamentos processuais e viu que Ricardo tinha recebido os R$ 3.250, sem avisá-lo. Ele questionou o réu, mas Ricardo Augusto não teria dado satisfações e nem devolvido o dinheiro.
Ainda segundo o MPE, sem ter as satisfações de Ricardo, a vítima foi à delegacia e prestou queixa. Porém, o advogado foi intimado duas vezes e não compareceu. O Ministério Público destacou que o advogado Orlando e outra advogada não tiveram nenhuma conduta criminosa. Ricardo foi denunciado à Justiça em 30 de outubro de 2019 e, até o momento, não foi a nenhuma audiência. O débito, em valores atuais, soma aproximadamente R$ 7.526,62.
Resposta
Ricardo se disse surpreso ao saber que havia uma ação criminal do MPE contra ele. Destacou que o valor cobrado pelo ex-cliente se refere aos honorários advocatícios. Pegolo chegou a iniciar uma ação de cobrança desses valores, ainda em 2020.
Ainda, Ricardo entrou em contato com a defesa de L.F.R e propôs um acordo de quitação mútua e recíproca a fim de extinguir o processo. As tratativas estão em andamento. Para saber das outras acusações, clique aqui e aqui.
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