Economia
Empresários deverão reduzir quadro de caminhoneiros, destaca presidente da Sindicargas/MS
| A CRíTICA/DA REDAçãO
Houve um aumento no preço do combustível, isso já não é novidade mais para ninguém. A categoria mais atingida com o esse reajuste, é dos caminhoneiros, e isso vem preocupando empresários e trabalhadores do setor. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Cargas do Estado de Mato Grosso do Sul (Sindicargas/MS), Gilmar Ribeiro da Silva, alega que o temor é de que haja demissões nas transportadoras.
“É uma situação extremamente delicada. Sabemos que o impacto será diretamente nas transportadoras, mas é algo que afeta toda a cadeia, pois com o frete mais caro devido à alta dos combustíveis, provavelmente haverá redução nas contratações. Com isso, os empresários deverão reduzir o quadro de funcionários e muitos caminhoneiros poderão ficar desempregados”, explica.
Na última sexta-feira (11), empresas e entidades de caminhoneiros disseram, em comunicado, que o reajuste do diesel inviabilizou o frete e que as frotas ficarão paradas. Segundo o jornal Estado de São Paulo, o assessor da presidência da Confederação Nacional de Transportadores Autônomos (CNTA) diz que se trata de uma paralisação técnica e sem bloqueios nas estradas. A entidade afirma ainda que “o aumento fez com que o sistema entrasse em colapso”.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Cargas do Estado de Mato Grosso do Sul (Sindicargas/MS), Gilmar Ribeiro da Silva
Por outro lado, o presidente do sindicato de MS, alega que o momento não é de greves. “Vemos algumas discussões sobre paralisações, mas não é o que defendemos por enquanto. Acreditamos que o momento pede diálogo, renegociações entre transportadoras e clientes para um reajuste que não onere apenas um lado e compreensão de todos para encontrarmos uma solução que impacte o menos possível a todos”, destacou.
O presidente da Fiems, Sérgio Longen, defendeu que a política de preços de combustíveis do Brasil seja revista. “É preocupante o tamanho do aumento. É preocupante o tamanho de inflação hoje. Nós não temos outras saídas a não ser transferir esse aumento no preço final dos produtos, o que resultará em mais inflação e em redução do consumo”, ressaltou.
Na avaliação de Longen, é fundamental que a logística seja reavaliada. “O custo do óleo diesel no frete nesse momento é impossível de ser absorvido. Com certeza nós teremos as categorias prejudicadas, tanto na produção e como na logística. Mas o que não resolve nesse momento é barulho ou greve”, pontuou.
Entenda - A Petrobras anunciou na última terça-feira (10) os reajustes nos preços da gasolina, diesel e no gás de cozinha. O aumento passou a valer desde a última sexta-feira (11). O repasse ao consumidor final, afetando diretamente os preços das bombas e do botijão de gás, depende dos impostos e das margens de lucro de distribuidores e revendedores.
O preço médio da gasolina nas distribuidoras passa de R$ 3,25 para R$ 3,86 o litro, uma alta de 18,8%. Para o diesel, o valor vai de R$ 3,61 para R$ 4,48, um reajuste de 24,9%, podendo ficar até R$ 0,90 mais caro na bomba para o consumidor. A última alteração no preço dos combustíveis ocorreu há dois meses, em 11 de dezembro.
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