Economia
Dívida de R$ 1,6 mil teria causado sequestro e agressões contra motorista de App em Campo Grande
Suspeito preso pelo crime pediu liberdade à Justiça e defesa alega que vítima não o reconheceu pessoalmente
| TOP MíDIA NEWS/DAYANE MEDINA
Uma suposta dívida de R$ 1,6 mil pode ter motivado o sequestro e as agressões contra um motorista por aplicativo, de 36 anos, em Campo Grande. A informação consta no processo judicial que apura o crime ocorrido na terça-feira (20), pelo qual um homem de 25 anos foi preso em flagrante, suspeito de envolvimento no ataque.
Segundo os registros policiais, o suspeito teria informado durante a abordagem que trabalhava com empréstimos de dinheiro e que a vítima possuía uma dívida de R$ 1,6 mil. Ele teria utilizado uma falsa solicitação de orçamento para atrair o motorista até a região do Coronel Antonino.
Ainda conforme o relato atribuído ao investigado, outros homens teriam participado da abordagem e da cobrança. A vítima foi obrigada a entrar em uma caminhonete sob ameaça de arma de fogo e teve R$ 700 transferidos de sua conta bancária por meio de Pix.
O motorista também foi levado até uma estrada de terra na região do Nova Lima, e foi agredido a pauladas. Ele conseguiu fugir em direção a uma área de mata, quando ouviu dois disparos.
A Polícia Militar localizou posteriormente uma caminhonete S10 branca, apontada como utilizada no crime. O suspeito estava no veículo e, durante a abordagem, os policiais encontraram com ele um celular pertencente à vítima.
Defesa questiona provas e pede liberdade
Apesar das informações reunidas pela polícia, a defesa do homem de 25 anos contesta a participação dele no crime e pediu liberdade provisória à Justiça antes da audiência de custódia marcada para esta quinta-feira (22).
Um dos principais argumentos apresentados é que o motorista reconheceu a caminhonete utilizada pelos criminosos, mas não identificou pessoalmente o suspeito como um dos autores do ataque.
Os advogados solicitaram liberdade provisória ou, alternativamente, a aplicação de medidas cautelares, como comparecimento periódico à Justiça, proibição de contato com a vítima e monitoramento eletrônico.
A Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado, considerando a gravidade dos fatos e os elementos reunidos durante a investigação.
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