Política
Senadores de MS celebram fim da escala 6x1; bancada votou unida
Nelsinho Trad, Soraya Thronicke e Tereza Cristina votaram a favor da proposta; parlamentares destacaram qualidade de vida, adaptação das empresas e efeitos sobre os serviços públicos
| TOP MíDIA NEWS/BRENDA SOUZA
Os três senadores de Mato Grosso do Sul comemoraram nas redes sociais a aprovação da proposta que prevê o fim da escala 6x1 e a adoção de dois dias de descanso semanal. Nelsinho Trad (PSD), Soraya Thronicke (Podemos) e Tereza Cristina (PP) votaram a favor do texto no Senado, mas destacaram diferentes pontos sobre a implementação da mudança.
Nelsinho afirmou que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, mas defendeu planejamento para evitar impactos negativos sobre empresas e administrações municipais.
“Essa mudança precisa vir acompanhada de planejamento: regras claras, apoio aos pequenos negócios para preservar empregos e avaliação dos impactos nos municípios, sem transferir custos às prefeituras ou aumentar impostos para a população”, escreveu.
O senador também destacou sua experiência profissional como médico do trabalho e disse acreditar que a redução da jornada trará benefícios aos trabalhadores.
Já Soraya comemorou a aprovação e classificou a medida como uma conquista após anos de mobilização. Na publicação, ela parabenizou parlamentares envolvidos na tramitação e a base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“É mais dignidade, mais qualidade de vida e mais tempo para viver além do trabalho, especialmente para as mulheres, que fazem jornadas triplas”, afirmou.
A senadora também reconheceu que há preocupações de empresários e de setores da economia, mas avaliou que o texto aprovado prevê uma transição progressiva para permitir a adaptação à nova jornada.
Tereza Cristina também declarou ter votado a favor para atender ao que, segundo ela, deseja a maioria dos brasileiros. A senadora, porém, alertou para a necessidade de acompanhar os efeitos da mudança sobre trabalhadores e empregadores.
“Teremos de ver os impactos para os trabalhadores e os empreendedores e fazer ajustes”, escreveu.
A parlamentar ponderou que a definição de uma escala única na Constituição alcança setores com características diferentes e afirmou que a implementação exigirá atenção. “A pressa é inimiga da perfeição, infelizmente”, acrescentou.
O que muda
A proposta aprovada prevê a redução gradual da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, além de dois dias de descanso remunerado por semana.
A transição prevista no texto estabelece que, dois meses após a promulgação, o limite semanal passe a 42 horas. Depois de mais 12 meses, a jornada máxima será reduzida para 40 horas.
A mudança busca substituir o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso por uma jornada de cinco dias trabalhados e dois de folga. A implementação depende da conclusão dos procedimentos previstos para a entrada em vigor da proposta.
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