Serial killer ou tribunal do crime? Corpos em sacos intrigam SP

Casos ocorreram em diferentes regiões da capital entre setembro e outubro; vítimas foram amarradas e envoltas em plásticos, cobertores e lençóis

| ÚLTIMO SEGUNDO / MARCIA BESSA MARTINSMARCIA BESSA MARTINSJORNALISTA DE ARARAQUARA (SP), FORMADA PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA €�JúLIO DE MESQUITA FILHO\'(UNESP), COM LARGA EXPERIêNCIA COMO REPóRTER E EDITORA DE JORNAIS E REVISTAS. ACREDITA NA COMUNIC


- Reprodução/PMSP e redes sociaisUm dos corpos, em terreno baldio e outro em via pública
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Sete corpos foram encontrados dentro de sacos plásticos em diferentes regiões da  capital paulista entre os dias 5 de setembro e 2 de outubro, em casos que chamam a atenção da Polícia Civil de São Paulo e alimentam especulações. Enquanto ganha força a hipótese de que os crimes possam estar ligados a um serial killer, a semelhança na forma como alguns corpos foram descartados também gera especulações sobre uma possível atuação de tribunais do crime.

O primeiro corpo em sacos de lixo foi encontrado por garis no dia 5 de setembro, no Jabaquara e o mais recente, no último dia 2 de outubro por equipes da Polícia Militar (PM) no Parque Ecológico do Tietê, zona leste.

Os corpos estavam em regiões distantes na capital, nas zonas Sul, Norte e Leste; alguns estavam amarrados e foram abandonados em locais públicos ou de difícil acesso.

A exceção é o dia 10 de setembro, quando dois cadáveres foram localizados na zona Leste, a cerca de 3 quilômetros de distância um do outro.

Já as circunstâncias têm alguns pontos em comum: eles foram ocultados ou acondicionados com sacos plásticos, cobertores ou lençóis. A semelhança na forma de descarte alimentou a suspeita de que os casos poderiam estar relacionados, mas para a Polícia Civil, até o momento, não há elementos que indiquem a ação de um mesmo criminoso. Também não se descarta a atuação do crime organizado.

O primeiro caso ocorreu em 5 de setembro, no Jabaquara, zona Sul. Garis encontraram um corpo amarrado e embalado em um saco plástico na Rua Contos Gauchescos. O caso é investigado pelo 16º DP (Vila Clementino).

Em 10 de setembro, dois corpos foram localizados na zona Leste.

Na Vila Chuca, um cadáver estava enrolado em um cobertor e dentro de um saco plástico.

No mesmo dia, na  Vila Colônia, a cerca de 3 quilômetros do primeiro caso, outro corpo foi encontrado amarrado e enrolado em um cobertor, com a cabeça coberta por sacos plásticos. Não foi possível identificar a fisionomia e o sexo da vítima, nem se ela apresentava algum ferimento. O caso também foi registrado no 53º DP.

No dia 19, a Polícia Militar encontrou um corpo esquartejado e dividido em sacolas plásticas no Jaçanã, zona Norte. Os agentes constataram que se tratava de um corpo masculino, mas faltavam partes que pudessem identificar a identidade da vítima, como cabeça e mãos.

Uma mulher se apresentou à PM afirmando que a vítima seria um sobrinho, que estava desaparecido. A polícia conseguiu confirmar a informação e outras partes do corpo foram encontradas posteriormente, além de roupas e uma faca. O caso é investigado no 73º DP.

Em 25 de setembro, um corpo enrolado em um lençol foi abandonado em uma via da Vila Andrade, na zona Sul. O caso foi registrado como homicídio no no 37° DP (Campo Limpo).

Dois dias depois, em 27 de setembro, policiais encontraram uma cabeça humana, aparentemente pertencente a um homem, enrolado em um lençol, na Avenida Guido Caloi, bairro do Jardim São Luís, também na zona Sul. Posteriormente, a cerca de 21 quilômetros do local, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, um corpo foi localizado sem cabeça.

O caso mais recente, do dia 2 de outubro, é de um homem não identificado que foi encontrado sem vida dentro de um saco plástico no Parque Ecológico do Tietê, próximo ao CT do Corinthians, zona Leste da capital. Equipes da PM localizaram o cadáver na ciclovia da Via Parque, com braços e pernas amarrados com fita adesiva. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O iG tentou contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e questionou sobre as investigações, mas, até o momento, não obteve resposta. O espaço segue aberto.



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