Policial
Senad encontra “maconha premium” em caminhonetes importadas dos EUA
Droga de alto valor saiu de Miami e tinha como destino o mercado brasileiro
| HELIO DE FREITAS, DE DOURADOS / CAMPO GRANDE NEWS
Pelo menos 311 quilos de maconha premium, produzida em laboratório, foram apreendidos nesta terça-feira (28) em fundos falsos de duas caminhonetes Dodge RAM importadas dos Estados Unidos para o Paraguai. A droga tem alto poder alucinógeno e vale pelo menos 20 vezes mais que a maconha comum produzida em território paraguaio.
Autoridades do país vizinho afirmam que o esquema para trazer esse tipo de entorpecente produzido na América do Norte envolve traficantes paraguaios e facções criminosas brasileiras. O destino final seria o Brasil.
O entorpecente estava escondido em fundos falsos das caminhonetes, despachadas de navio de Miami para o Paraguai. O serviço de inteligência da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) do Paraguai já monitorava o esquema e fez a apreensão no Porto de Villeta, na margem do Rio Paraguai (veja o vídeo acima).
A Senad estima em 4,3 milhões de dólares o prejuízo causado aos traficantes internacionais, já que cada quilo desse tipo de maconha custa até 14 mil dólares no mercado brasileiro.
“Os traficantes locais ainda não possuem capacidade de produzir esse tipo de maconha. Temos observado nos últimos anos uma tentativa deles de melhorar o entorpecente produzido aqui através de organizações paraguaias e brasileiras, mas não nessa quantidade e nesse nível de qualidade dessa droga produzida nos Estados Unidos', afirmou ao Campo Grande News o porta-voz da Senad, Francisco Ayala.
Em entrevista à imprensa do Paraguai, o ministro-chefe da Senad, Jalil Rachid, disse que a apreensão de hoje é recorde, pois supera os 261 quilos de maconha premium encontrados no jato executivo Bombardier Challenger, em maio deste ano.
Ele reclamou da fragilidade no controle de cargas nos portos do Paraguai e disse que as pessoas físicas e jurídicas envolvidas na importação das caminhonetes serão alvos de investigação por suspeita de ligação com a carga de droga. Rachid confirmou que o destino seriam usuários brasileiros: “O país consumidor por excelência desta substância é o Brasil'.
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