Esportes
De check-out antecipado a veto a atletas em viagens: os bastidores da crise econômica nos Blazers
Funcionários do clube não podem ultrapassar o horário das 12h30 nos hotéis, o que tem gerado muito desconforto. Distribuição de camisetas e mimos aos torcedores também foi vetada
| GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE
Horários rígidos em hotéis, restrição de viagens para atletas, ausência de repórter e fotógrafo em jogos fora de casa e até corte de mimos dos torcedores. Estas são algumas das situações inusitadas que vêm acontecendo no Portland Trail Blazers desde que Tom Dundon adquiriu a franquia no início do ano. Vivendo uma grave crise financeira, o clube tem realizado cortes severos nos últimos meses. O ápice foi a demissão de cerca de 70 funcionários e o rompimento com as emissoras que transmitiam os jogos do time.
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Há ainda uma real ameaça de mudança de cidade, boato surgido a partir do início da reforma do Moda Center. Avaliada em bilhões de dólares, a franquia tem despertado curiosidades dos torcedores por conta das notícias surgidas nos últimos dias.
Os bastidores da crise
A política de corte de gastos do bilionário Tom Dundon à frente do Portland vai muito além das demissões em massa. Reportagens recentes revelaram que os Blazers estão adotando uma série de medidas severas no dia a dia.
Nas viagens da equipe, funcionários e staff foram obrigados a fazer o check-out dos hotéis até às 12h30 para evitar taxas de atraso. A medida fez com que o grupo tivesse de esperar por horas no saguão do hotel antes de embarcar no ônibus rumo à arena de jogo.
A economia nos gastos também atingiu diretamente o elenco. Numa das viagens, a massagista do clube teve um pedido de reserva de quarto negado. Ela usaria o cômodo para tratamentos pré-jogos dos atletas.
Além disso, os jogadores com contratos bidirecionais (two-way) — Caleb Love, Chris Youngblood e Jayson Kent — foram proibidos de viajar com o time para os jogos dos playoffs em San Antonio, em abril. A decisão visou poupar despesas com alimentação e hospedagem.
Profissionais de apoio também sofreram com as restrições. O fotógrafo oficial e o repórter digital do clube foram cortados das viagens para reduzir custos de deslocamento.
Até os torcedores sentiram o impacto da nova gestão. A tradicional distribuição de camisetas gratuitas para o público no Moda Center foi cancelada no jogo 3 dos playoffs para evitar despesas extras de produção.
Treinador mais barato
A austeridade financeira também pautou a busca por um novo treinador. Dundon estabeleceu um teto de 1,5 milhão de dólares (cerca de R$ 8 milhões) para o salário do profissional que comandará a equipe na NBA 2026/27. O valor é equivalente ao que recebem os principais assistentes-técnicos da liga.
Neste contexto, Micah Nori foi anunciado como novo treinador do time no fim de junho. Atualmente com 52 anos, ele acumula trabalhos como assistente-técnico nas equipes de Toronto Raptors, Sacramento Kings, Denver Nuggets, Detroit Pistons e Minnesota Timberwolves.
A temporada regular da NBA 2026/27 tem início previsto para outubro de 2026 e se estenderá até abril de 2027. Os jogadores titulares das equipes devem se apresentar em setembro.
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