Grupo que usava IA para criar falsas vaquinhas com crianças com câncer tem alvo em Dourados

A investigação começou depois que a mãe de uma menina chamada Sophia, em tratamento contra um câncer, denunciou que fotos e vídeos da filha estavam sendo usados sem autorização

| TOP MíDIA NEWS/BRENDA SOUZA


Divulgação/PCRS
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Uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul contra uma organização criminosa suspeita de criar falsas campanhas de arrecadação usando imagens de crianças com câncer teve um dos alvos em Dourados, em Mato Grosso do Sul, na manhã desta terça-feira (14). Ao todo, até a última atualização, 16 pessoas haviam sido presas.

Batizada de Operação Sophia, a ação cumpre 19 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em cinco estados: Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Mato Grosso do Sul. Em território sul-mato-grossense, os mandados foram cumpridos em Dourados.

Segundo a investigação, o grupo utilizava ferramentas de inteligência artificial, como deepfake e clonagem de voz, para modificar campanhas reais de arrecadação e convencer pessoas a fazer doações. As publicações eram impulsionadas em redes sociais por páginas falsas com nomes como 'Clube de Doadores' e 'Unidos pelo Amor'.

Ao clicar nos anúncios, as vítimas eram direcionadas para páginas que imitavam plataformas legítimas de arrecadação. Em seguida, era gerada uma chave Pix, mas os valores eram transferidos para contas de empresas de fachada controladas pela organização criminosa.

A investigação começou depois que a mãe de uma menina chamada Sophia, em tratamento contra um câncer, denunciou que fotos e vídeos da filha estavam sendo usados sem autorização em campanhas falsas na internet. Apesar da mobilização, a família nunca recebeu os valores arrecadados.

A Polícia Civil afirma que somente a campanha fraudulenta que utilizava a imagem da criança desviou R$ 294,5 mil. Além disso, uma empresa apontada como núcleo financeiro do esquema movimentou mais de R$ 1,7 milhão durante o período investigado.

Além de Dourados, a operação foi realizada em cidades do Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e São Paulo.

A orientação da polícia é que, antes de fazer qualquer doação pela internet, o doador confirme a autenticidade da campanha diretamente com a família ou instituição beneficiada e verifique se o nome do destinatário da chave Pix corresponde ao verdadeiro responsável pela arrecadação.



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