Policial
Flávio critica STF e ataca governo Lula durante audiência sobre tarifas de Trump nos EUA
Pré-candidato do PL à Presidência voltou a utilizar argumentos que apresentou em carta à gestão Trump na qual defendeu adiamento de tarifaço para depois das eleições no Brasil.
| G1 / G1
Flávio Bolsonaro criticou o STF e os governos do PT nesta terça-feira (7). Suas declarações ocorreram em audiência nos EUA sobre tarifas contra produtos brasileiros.
O parlamentar afirmou que ordens sigilosas contra plataformas digitais foram emitidas por ministros do STF e pela gestão de Lula, sem participação do Legislativo.
Flávio disse que casos de corrupção ocorreram sob o PT. Ele não citou investigações de desvios na educação e na negociação de vacinas na gestão Bolsonaro.
O senador defendeu o PIX como ferramenta de inclusão financeira que beneficia empresas americanas. O mecanismo é alvo de embate entre Lula e Flávio.
O governo brasileiro enviou manifestação aos EUA argumentando que críticas ao PIX e ao STF não justificam sanções.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dedicou parte do discurso que fez nesta terça-feira (7), na audiência nos Estados Unidos sobre a aplicação de tarifas contra produtos brasileiros, a fazer críticas contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e ataques a governos do presidente Lula e do PT.
Durante pronunciamento feito em inglês, Flávio repetiu argumentos que apresentou em uma manifestação enviada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) na semana passada.
Nesta terça, o pré-candidato do PL voltou a pedir que o tarifaço não seja aplicado e disse que a medida, se imposta pela gestão Trump, pode beneficiar Lula em um ano eleitoral .
Em relação a medidas de autoridades brasileiras que tiveram plataformas digitais como alvos, Flávio Bolsonaro afirmou que essas ações não tiveram origem no Legislativo, poder que integra enquanto senador.
"A primeira [questão] é a censura. As ordens sigilosas dirigidas às plataformas digitais americanas não tiveram origem no Congresso. Foram emitidas por ministros do Supremo Tribunal Federal e pela administração Lula. As medidas decorrem de decretos do Poder Executivo e de decisões judiciais, e não de leis aprovadas pelo parlamento", afirmou Flávio.
Sobre a questão da corrupção no Brasil citada em investigação do USTR que propõe a aplicação de tarifas contra o Brasil, Flávio disse que esse tema é um dos maiores "desafios enfrentados pelo povo brasileiro".
Na sequência, o pré-candidato do PL disse que os casos de corrupção apurados no Brasil tem "responsáveis identificáveis" . E citou os escândalos do Mensalão, da Lava Jato, de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Banco Master, como exemplos.
Flávio Bolsonaro disse que esses casos ocorreram em governos liderados pelo PT . O senador não mencionou, contudo, o suposto envolvimento de políticos do PL, partido ao qual é filiado, no Mensalão e na Lava Jato.
Também não disse que o esquema de fraudes no INSS teria começado, segundo as investigações da Polícia Federal, em 2019 – na gestão Jair Bolsonaro e continuado na atual gestão de Lula.
Flávio também não citou, no pronunciamento feito na audiência nos EUA, as mensagens e reuniões com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, em que tratou do financiamento milionário do filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.
Ainda em relação a essa temática, Flávio Bolsonaro disse que o Brasil viveu quatro anos (2019-2022) sob a presidência de seu pai "sem um único grande escândalo de corrupção".
"A corrupção tornou-se uma característica marcante da esquerda política brasileira. O povo brasileiro não deve ser punido por isso", afirmou Flávio.
Na gestão Bolsonaro, a Polícia Federal investigou, por exemplo, um suposto esquema de desvio de verbas da educação, em uma operação na qual um ex-ministro da Educação chegou a ser preso.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid investigou também o possível pagamento de propina a agentes públicos na negociação da compra de vacinas contra a doença causada pelo coronavírus.
Eleições
No discurso, Flávio Bolsonaro afirmou que este é o "pior momento" para a imposição de tarifas contra o Brasil pela gestão Donald Trump.
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