Morre Benedito Ruy Barbosa, autor de clássicos como a novela 'Pantanal', gravada em MS

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Benedito Ruy Barbosa deixou legado à teledramaturgia brasileira - Crédito: Cícero Rodrigues/Globo
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Um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira, Benedito Ruy Barbosa morreu aos 95 anos, nesta terça-feira, dia 07, em São Paulo (SP).

A morte foi confirmada pelo HCor (Hospital do Coração), onde estava internado devido a complicações decorrentes de uma insuficiência renal crônica com a qual convivia há três anos.

LIGAÇÃO COM MS

Ao longo de sua trajetória marcada por clássicos, deixou sua marca em Mato Grosso do Sul com autor da primeira versão da novela ‘Pantanal’, um sucesso que levou as paisagens da maior planície alagável do planeta aos diversos cantos do país.

A novela gravada em território sul-mato-grossense, foi exibida em 1990 pela extinta TV Manchete. Após esse sucesso, retornou à Rede Globo onde assinou ‘Renascer’ exibida três anos depois.

As duas obras ganharam adaptações escritas por Bruno Luperi, neto de Barbosa. Pantanal foi regravada nas mesmas locações da primeira versão, retornando ao ar em 2022. A releitura de ‘Renascer’, por sua vez, foi exibida em 2024.

Personagens incônicos como 'Juma Marruá' em Pantanal, foram criados por Benedito. Foto: Reprodução

MAIS CLÁSSICOS

Entre os demais clássicos de sua autoria, estão 'O Rei do Gado' (1996), 'Terra Nostra' (1999), 'Velho Chico' (2016), 'Sinhá Moça' (1986/2004), Mad Maria (2005), as segundas versões de Paraíso (2009) e Meu Pedacinho de Chão (2014). Além disso, voltou ao horário nobre com ‘Velho Chico’ em 2016.

Retratando temas como imigração, relações familiares e amores intensos, ambientados em áreas rurais, Benedito se dedicava a protagonistas que considerava de bom caráter e determinados.

RAÍZES

Benedito nasceu em Gália (SP), mas passou a infância na região de Vera Cruz com forte presença de imigrantes japoneses e italianos, começando a trabalhar cedo após a morte do pai. Antes de construir uma carreira na teledramaturgia, trabalhou como jornalista e redator publicitário.

A trajetória nas artes começou com seu romance Fogo Frio de 1959, que virou peça de teatro e venceu prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte.

Iniciando sua carreira na TV, escreveu ‘Meu Pedacinho de Chão’ (1971), ‘Feijão e o Sonho’ (1976), ‘À Sombra dos Laranjais’ (1977), ‘Cabocla’ (1979), ‘Paraíso’ (1982), ‘Voltei pra Você’ (1983), ‘De Quina pra Lua’ (1985), ‘Sinhá Moça’ (1986) e ‘Vida Nova’ (1988).

Ele ainda deixou seu trabalho marcado na memória de infância de muitos brasileiros, reformulando episódios clássicos do Sítio do Picapau Amarelo, famoso universo da literatura e fantasia criado por Monteiro Lobato.



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