Policial
Alcides Bernal é levado para Santa Casa depois de passar mal em presídio
| DOURADOSNEWS / REDAçãO
O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, 60 anos, está internado na área de atendimento particular e de convênios da Santa Casa da capital, para onde foi encaminhado nesta quarta-feira, dia 1º, depois de passar mal no Presídio Militar. Ele está preso desde o dia 24 de março, acusado de matar o fiscal aposentado Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos.
De acordo com o Campo Grande News, o ex-prefeito teria passado por um cateterismo e a realização de uma cirurgia mais invasiva era avaliada. A defesa chegou a informar que ele sofre de cardiopatia isquêmica severa, uma doença caracterizada pelo bloqueio ou estreitamento avançado das artérias coronárias.
RECURSO NEGADO
No final da tarde de terça-feira, dia 30, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou recurso que pedia liberdade do ex-prefeito. Na decisão, o ministro Og Fernandes citou laudos, imagens e depoimentos para destacar que Mazzini já estava caído quando ocorreu o segundo disparo.
Bernal foi preso no mesmo dia em que atirou no fiscal que foi ao imóvel na Rua Antônio Maria Coelho para tomar posse da casa que havia sido adquirida em procedimento ligado à CEF (Caixa Econômica Federal). O imóvel foi retomado ao banco devido a dívida de financiamento.
Conforme o Campo Grande News, a defesa alegou ao STJ que o flagrante seria nulo porque Bernal teria se apresentado espontaneamente. Os advogados também sustentaram que ele não representava risco à produção de provas, que reagiu no imóvel que acreditava ser seu e pediram prisão domiciliar, afirmando que o ex-prefeito tem cardiopatia isquêmica severa e precisa de cuidados médicos contínuos.
O ministro rejeitou o pedido e entendeu que eventual problema de saúde não autoriza automaticamente a liberdade ou a substituição da prisão preventiva. Segundo a decisão, seria necessário comprovar doença grave e impossibilidade de tratamento durante a custódia, o que não foi demonstrado.
A defesa sustenta legítima defesa e afirma que a morte decorreu de um “mal-entendido” sobre a entrada da vítima no imóvel. Já o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) afirma que o crime foi motivado pelo inconformismo do ex-prefeito com a perda da casa.
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