Brasil oficializa adesão a programa da Nasa que quer voltar a enviar humanos para a Lua

Assinatura ocorreu no Planalto em cerimônia com Jair Bolsonaro. Iniciativa dos EUA pretende levar primeira mulher e primeira pessoa negra à Lua em 2024.

| G1 / GUILHERME MAZUI, G1


NASA fecha acordo com empresa privada para levar homem à Lua
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O governo federal assinou nesta terça-feira (15) um acordo de cooperação que oficializa a participação do Brasil no programa Artemis. A iniciativa é desenvolvida pela Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa) para levar novamente voos tripulados por humanos à Lua.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcos Pontes, assinou o acordo em cerimônia com o presidente Jair Bolsonaro. Por enquanto, não há previsão de investimentos por parte do governo brasileiro.

O Artemis estabelece diretrizes de exploração pacífica da superfície lunar com parceiros comerciais e internacionais. O programa pretende enviar a primeira mulher e o próximo homem à Lua em 2024.

A iniciativa também deve levar a primeira pessoa negra ao satélite natural terrestre. O último pouso humano na Lua foi em 1972. Em abril, a Nasa selecionou a empresa privada SpaceX para levar os astronautas – veja vídeo abaixo:

Brasil no Artemis

O Brasil passa a ser mais um dos países participantes do programa americano, que também visa desenvolver tecnologias e experiências para uma futura missão humana ao planeta Marte.

Segundo o governo Bolsonaro, o Brasil é, até o momento, o único país da América Latina a participar do Artemis. Ao todo, 12 países estão na lista, entre os quais, Austrália, Canadá, Itália, Japão, Reino Unido e Coreia do Sul.

Pontes, que foi o primeiro brasileiro a ir ao espaço, explicou que o voo inicial deve ter astronautas americanos. Nos voos seguintes, os demais países do Artemis terão oportunidade de enviar seus profissionais.

"Um dos meus sonhos é ter mais astronautas no Brasil. Não pode [posso] ficar sozinho", disse.

De acordo com a embaixada dos EUA, os acordos Artemis reúnem princípios para implementar o Tratado Espacial Exterior de 1967, além de orientar a cooperação na exploração espacial entre os países que participam do programa.

A lista de princípios da iniciativa inclui “exploração pacífica, transparência, interoperabilidade, prestação de assistência emergencial e liberação pública de dados científicos'.

Bolsonaro afirmou, em discurso, que a participação no Artemis demonstra que o Brasil tem "admiração" e "reconhecimento" no "mundo tudo".

"O Brasil tem um potencial enorme e vai mostrar o seu valor agora, neste grande acordo, neste projeto Artemis, não apenas pra levar uma mulher ao espaço, mas o que nós podemos trazer do espaço pra aplicarmos aqui na Terra", disse o presidente.

Segundo Bolsonaro, o objetivo do governo é estimular os jovens a se interessar por pesquisas na área. O presidente destacou que o centro espacial de Alcântara, no Maranhão, pode ser usado para lançamentos de satélites e foguetes.

Pontes disse que a entrada do Brasil no Artemis é um "pequeno passo" para o ministério e um "grande salto" para o programa espacial brasileiros – uma referência à fala do americano Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na lua em 1969, quando disse que se tratava de um "pequeno passo para o homem", mas um "grande salto para humanidade".

"É um esforço da humanidade para conquistar o espaço profundo. Esse é um esforço que o Brasil não poderia ficar de fora de jeito nenhum", disse o ministro.

Pontes explicou que cientistas, universidades e empresas brasileiros poderão participar das pesquisas para criar tecnologias capazes de viabilizar a exploração da lua e a ida até Marte. O Brasil participa dentro de suas "possibilidades financeiras" e, por enquanto, não deve aportar recursos próprios.



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