Policial
Moraes manda Malafaia responder à acusação de procurador-geral
Pastor foi denunciado por calúnia e injúria depois de chamar integrantes do Alto Comando do Exército de “frouxos” e “covardes”
| PODER360 / PODER360
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), abriu prazo de 15 dias para que o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, apresente defesa em ação penal que trata de calúnia e injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva. A decisão foi tomada durante o recesso do Judiciário e decorre de denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria Geral da República), conforme revelou o jornal Folha de S.Paulo.
A acusação foi protocolada pelo procurador-geral, Paulo Gonet, em 18 de dezembro de 2025, na véspera da suspensão das atividades regulares do Judiciário. O caso teve início a partir de representação encaminhada pelo próprio comandante do Exército, que atribuiu a Malafaia ofensas dirigidas ao Alto Comando da Força em abril de 2025, durante manifestação realizada na avenida Paulista, na região central de São Paulo.
Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-se
O ato em que Malafaia discursou contra o Alto Comando havia sido convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e tinha como pauta a defesa de anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. No evento, o pastor chamou generais do Exército de “frouxos” e “covardes”, sem mencionar nomes individualmente.
Malafaia afirmou: “Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição'. Bolsonaro disse que concordava com Malafaia.
Para a PGR, as declarações atingiram a honra e o decoro dos integrantes do Alto Comando, inclusive do comandante do Exército. Gonet sustenta que Malafaia atribuiu aos generais a prática de prevaricação, crime que, segundo a acusação, não se sustenta nos fatos. O procurador-geral também destaca que o discurso foi posteriormente divulgado nas redes sociais.
Em 20 de dezembro, Moraes determinou a notificação do pastor e fixou o prazo de 15 dias para apresentação da defesa. A notificação foi recebida em 23 de dezembro. O prazo dado pelo ministro, portanto, está prestes a se encerrar.
A defesa de Malafaia afirma que a denúncia deveria tramitar na 1ª Instância, e não no STF, já que o pastor não tem foro privilegiado. Malafaia nega ter ofendido o comandante do Exército. Sustenta que não citou Tomás Paiva nominalmente e que suas declarações se inserem no campo da opinião. O líder religioso afirma ainda ser alvo de perseguição por parte de Moraes e de Gonet. “Isso se chama liberdade de expressão', disse à Folha.
Clique aqui e confira as últimas notícias de Itaporã!
Siga o Itaporã News no Youtube!
Grupo do WhatsApp do Itaporã News Aberto!
WhatsApp. VIP do Itaporã News clicando aqui!"
WhatsApp do Itaporã News, notícias policiais!
"Ao vivo a programação da Alternativa FM de Itaporã."


















