Mariangela Fialek: Defesa diz que atuação era 'técnica' | G1

Mariangela Fialek foi alvo da Operação Transparência nesta sexta-feira (12) para apurar irregularidades na destinação de verbas públicas de emendas parlamentares.

| G1 / KEVIN LIMA, PEDRO HENRIQUE GOMES


Mariângela Fialek, ex-assessora do deputado federal e ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), alvo de operação da Polícia Federal deflagrada nesta sexta-feira (12) — Foto: Reprodução/Linkedin
publicidade

Cotações

A defesa de Mariangela Fialek, conhecida como Tuca, negou que ela tenha cometido irregularidades no tratamento de emendas parlamentares destinadas à Câmara dos Deputados.

Os advogados da servidora disseram que ela tem atuação 'técnica' e a organização de emendas seguia decisões da Presidência da Câmara e do colégio de líderes.

Mariangela Fialek foi alvo da Operação Transparência nesta sexta-feira (12) para apurar irregularidades na destinação de verbas públicas de emendas parlamentares.

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Brasília.

Mariângela Fialek atua no setor que organiza a indicação de emendas parlamentares. Atualmente, ela trabalha na liderança do PP na Câmara.

A defesa de Mariangela Fialek, conhecida como Tuca, negou que ela tenha cometido irregularidades no tratamento de emendas parlamentares destinadas à Câmara dos Deputados.

Os advogados da servidora disseram que ela tem atuação 'técnica' e a organização de emendas seguia decisões da Presidência da Câmara e do colégio de líderes.

"Nessa condição, era responsável tecnicamente pela organização das emendas parlamentares, nos exatos termos do que decidido pela Presidência da Casa e por todos os líderes partidários indistintamente (Colégio de Líderes)", diz a defesa (leia a íntegra da nota).

Fialek foi alvo da Operação Transparência nesta sexta-feira (12) para apurar irregularidades na destinação de verbas públicas de emendas parlamentares.

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Brasília.

Mariângela Fialek atua no setor que organiza a indicação de emendas parlamentares. Atualmente, ela trabalha na liderança do PP na Câmara.

Investigação: ex-assessora exercia controle sobre emendas

A operação

Policiais fizeram buscas em salas utilizadas pela funcionária na Câmara e também na casa dela. Um celular de Mariângela foi apreendido na operação.

Um dos locais em que os policiais estiveram nesta sexta-feira é uma sala, que, nos registros da Casa, é destinada à Presidência da Câmara. O local começou a ser usado pela Mariângela em 2022, na gestão Lira. Há relatos de que era nessa sala que ela despachava sobre emendas.

Já a liderança do PP na Câmara disse estar "averiguando todo ocorrido" e que deve se manifestar ainda nesta sexta-feira sobre o caso.

Funcionária experiente na Câmara, Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, ocupa um cargo de natureza especial, com remuneração bruta de R$ 23,7 mil.

Quem é Mariangela Fialek?

Mariângela Fialek é ex-assessora do deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL).

Conhecida como Tuca, Mariângela trabalhou no gabinete de Lira entre março de 2021 e meados de 2025, quando passou a atuar na liderança do Progressistas (PP) na Casa, o partido de Lira.

Segundo o Boletim Administrativo da Câmara dos Deputados, Mariângela Fialek foi nomeada pelo então presidente Arthur Lira como assessora técnica da presidência em março de 2021.

Essa é a primeira aparição dela nos registros oficiais da Casa. Segundo a investigação da PF, enquanto atuava como assessora da presidência, Fialek participou dos processos de indicação de emendas parlamentares. Ela ficou no cargo até meados de 2025.

Nesta sexta, policiais estiveram em uma sala que, segundo os registros da Casa, é destinada à Presidência da Câmara. O local começou a ser usado pela Mariângela em 2022, na gestão Lira, e fica em cima da sala da Comissão Mista de Orçamento, cuja função é cuidar das emendas.

Segundo relatos, era nessa sala que ela despachava sobre as emendas.

Antes de assumir o cargo na Câmara, Mariângela era chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais do Ministério do Desenvolvimento Regional, sob o comando do atual senador da República, Rogério Marinho (PL-RN).

Essa é a pasta responsável pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Durante o período em que trabalhou no Executivo, Fialek foi nomeada e reconduzida, por várias vezes, a cargos de Conselho Fiscal em diversas empresas públicas (veja a lista completa mais abaixo).

➡️Entre 2018 e 2020 ela participou do conselho do BNDES Participações S/A. Ao sair, virou conselheira da Codevasf, em abril de 2020.

➡️Também atuou no Conselho Nacional da Amazônia Legal e do Conselho do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado, presidido pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

➡️No último ano de gestão de Arthur Lira como presidente da Câmara dos Deputados, ela foi nomeada ao Conselho Fiscal da Caixa Econômica Federal, cujas indicações partiam do Partido Progressistas, e ficou lá até abril de 2025.

O g1 tenta contato com Mariângela, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Procurada, a assessoria de Lira afirmou que Mariângela não é sua assessora.



Clique aqui e confira as últimas notícias de Itaporã! 

Siga o Itaporã News no Youtube!

Grupo do WhatsApp do Itaporã News Aberto!

WhatsApp. VIP do Itaporã News clicando aqui!"

WhatsApp do Itaporã News, notícias policiais!

"Ao vivo a programação da Alternativa FM de Itaporã."