Lyon investiga "transferências fantasmas" de jogadores do Botafogo feitas por Textor, revela jornal

L'Équipe diz que clube apura acordos com Igor Jesus, Luiz Henrique, Jair Cunha e Savarino. Jogadores nunca defenderam o time francês

| GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE


John Textor e Michele Kang — Foto: Eurasia Sport Images/Getty Images
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O Lyon abriu uma investigação interna para apurar eventuais "transferências fantasmas" feitas por John Textor. A investigação é sobre jogadores que defenderam o Botafogo e nunca vestiram a camisa do clube francês. De acordo com o jornal "L'Equipe", a nova diretoria do clube foi pega de surpresa ao verificar as transações que jamais aconteceram.

Os jogadores seriam Igor Jesus, Luiz Henrique, Jair Cunha e Savarino, que defenderam o Botafogo. Desses, apenas o último segue no clube carioca. A transferência de Almada, que jogou no Lyon no primeiro semestre após deixar o Alvinegro, também está sendo investigada, de acordo com a publicação.

Nas diferentes transações, o americano teria autorizado a compra dos direitos econômicos desses atletas, o que gerou uma “dívida' declarada de cerca de 120 milhões de euros ao Lyon.

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Para “materializar' esse valor em caixa, ao menos parte dessas transferências teria passado pelo mecanismo de factoring em que o clube vende a expectativa de receita a uma empresa financeira, que antecipa o dinheiro imediatamente. Dessa forma, o Lyon seria responsável por pagar o valor com juros posteriormente.

No caso desse relatório, o valor antecipado chegou a perto de 100 milhões de euros. Ou seja, embora de fato tenha entrado dinheiro no caixa do Lyon, esses jogadores nunca vestiram a camisa do clube, e nem foram registrados pela Liga Francesa.

Internamente, o Botafogo nega que as transferências tenham sido "fantasmas" - termo utilizado originalmente pela publicação francesa. A SAF alega que o Lyon não conseguiu registrar os atletas à época por questões internas, mas que o contrato entre as partes e a instituição de crédito não teve quaisquer falhas jurídicas.

O clube carioca, segundo apurou o ge, garante não ter cometido ilegalidades ou infrações a regulamentos da Fifa, visto que as transferências estão reportadas em meios oficiais como o DNCG e o balanço financeiro do Lyon.

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Ainda de acordo com o jornal francês, o Lyon afirma que seus relatórios financeiros do exercício 2024-2025 são “exaustivos' e que todas as transações realizadas pela Eagle Football Group estariam contabilizadas. Mas há dúvidas se esse “dinheiro antecipado' e os direitos sobre os jogadores realmente se convertem em ativos reais para o clube. Segundo a reportagem, pessoas próximas a Textor afirmam que parte desses fundos foi usada para resgatar o próprio Lyon.

Para esclarecer a situação, o clube nomeou um executivo encarregado de auditoria, Stephen Welch, para fazer uma revisão interna sobre o que é devido, por quem e se há necessidade de ressarcimento ou compensação entre as partes envolvidas.

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