Justiça acata pedido, e SAF do Botafogo está bloqueada de vender jogadores sem informar clube social

Pedidos de ressarcimento de R$ 155 milhões e de intervenção na SAF são negados

| GLOBOESPORTE.COM / BáRBARA MENDONçA


John Textor Botafogo — Foto: Wagner Meier/Getty Images
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O clube social do Botafogo teve uma vitória na disputa com a SAF, comandada por John Textor. Em decisão revelada nesta quinta-feira, a 21ª Câmara de Direito Privado atendeu ao pedido de impedir a venda de jogadores sem prévia autorização judicial. Ou seja, a SAF pode vender atletas, mas precisa informar às partes - clube social e Justiça - antes.

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A decisão foi assinada pelo desembargador Marcelo Almeida de Moraes Marinho, relator do processo movido pela administração do associativo, comandada pelo presidente João Paulo Magalhães Lins. Na quarta, o mesmo magistrado havia negado outros duas solicitações: o ressarcimento de R$ 155,4 milhões da Eagle e um interventor judicial na SAF.

A defesa do clube social, feita pelo escritório Antonelli Advogados, considera que o bloqueio de venda de ativos é o pedido mais importante. O clube social quer ter um controle maior sobre as finanças da SAF Botafogo. O presidente João Paulo fez o movimento visando conseguir dinheiro para o clube, já que Textor, desde que entrou na briga contra Eagle e Ares, não tem investido como outrora.

"E finalmente, diante da boa fé objetiva que deve nortear as partes litigantes, defiro parcialmente o item "c", determinando que qualquer alienação de ativos, distribuição de dividendos ou remuneração/despesa extraordinária ou qualquer outro ato com reflexos econômicos sejam comunicados previamente ao juízo sob pena de nulidade", diz o trecho.

Desta forma, toda e qualquer negociação de venda de jogadores terá que passar pelo crivo do social e de representantes da Justiça antes de ser concretizada. Na visão da SAF, isso vai atrapalhar o orçamento para 2026. O clube previa a saída de atletas para levantar fundos.

Na segunda-feira, o clube social entrou com essa ação com o intuito de conseguir mais dinheiro e ter mais participação nas decisões importantes da SAF. Textor não tem investido dinheiro como outrora desde que a briga judicial entre Eagle e Ares, potencializada pelo controle do Lyon, iniciou.

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Cabe recurso por parte da SAF, que ainda não se pronunciou na Justiça.

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