Moraes vê dúvidas sobre participação e vota para absolver general denunciado por apoio a tentativa de golpe

Estevam Theophilo, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército, teria incentivado Bolsonaro a assinar decreto golpista, diz a PGR. Se demais ministros acompanharem Moraes, será o primeiro réu absolvido pela 1ª Turma do STF.

| G1 / LUIZ FELIPE BARBIéRI, MáRCIO FALCãO


General Estevam Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira — Foto: Alberto César Araújo/Aleam
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Alexandre de Moraes votou pela absolvição do general Estevam Theophilo, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército.

Para Moraes, há dúvidas sobre a participação do militar na trama golpista.

A Primeira Turma do STF analisa as condutas dos integrantes do núcleo 3 da trama golpista.

Além de propor a absolvição de Theophilo, Moraes votou pela condenação de nove réus do núcleo.

Em denúncia, a PGR afirmou que Theophilo usou sua posição para apoiar as ações golpistas.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (18) pela absolvição do general Estevam Theophilo, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército. Para Moraes, há dúvidas sobre a participação do militar na trama golpista.

A Primeira Turma do STF analisa nesta terça as condutas dos integrantes do núcleo 3 da trama golpista, acusado de ter planejado as “ações mais severas e violentas' da tentativa de golpe.

Se os demais ministros do colegiado acompanharem Moraes, Estevam Theophilo será o primeiro réu dos núcleos da trama golpista absolvido pelo STF .

Além de propor a absolvição de Theophilo, Moraes votou pela condenação de nove réus do núcleo 3. Após o voto dele, o julgamento foi suspenso e será retomado na tarde desta terça. Ainda faltam os votos de Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Em denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que Theophilo usou sua posição para apoiar as ações golpistas .

E teria incentivado Jair Bolsonaro (PL) a assinar decreto golpista e, também, aderido às ações do grupo.

Ao longo do processo, a defesa negou que ele tenha recebido proposta de ruptura institucional e afirma que não há relação com os atos de 8 de janeiro.

'Dúvida' sobre envolvimento de general, diz Moraes

No voto, Moraes afirma que disse que, apesar de fortes indícios de participação de Theophilo, não é possível condená-lo somente com base na delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

Segundo o ministro, as únicas provas no processo são o relato de Cid e uma mensagem que foi apresentada pelo ex-ajudante de ordens.

"Em que pesem os fortes indícios, fortes indícios da participação do réu Estevam Theophilo, não é possível, entendo, não ser possível condená-lo com base em duas provas diretamente produzidas pelo colaborador premiado sem uma comprovação", disse.

“Aqui, as duas provas que restaram são ligadas à colaboração premiada', acrescentou Moraes.



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