Robôs que jogam futebol: equipe abre laboratório ao público

Equipe busca incentivar jovens na tecnologia, aproximar a comunidade da robótica e fortalecer apoio para avançar para categoria superior.

| G1 / MIRIAN MACHADO


AraraBots abre laboratório ao público e mostra bastidores da robótica na UFMS — Foto: Laboratório de Robótica UFMS
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Equipe AraraBots, laboratório de robótica da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), vai abrir suas portas ao público na próxima segunda-feira (17), em Campo Grande.

O evento, chamado Lab Day, será realizado das 8h às 18h, no LACEX, dentro do complexo de laboratórios da Facom (UFMS), e é aberto para toda a população.

A iniciativa, inédita no grupo, busca aproximar a comunidade do universo da robótica competitiva.

A equipe AraraBots, laboratório de robótica da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), vai abrir suas portas ao público na próxima segunda-feira (17), em Campo Grande. O evento, chamado Lab Day, será realizado das 8h às 18h, no LACEX, dentro do complexo de laboratórios da Facom (UFMS), e é aberto para toda a população.

A iniciativa, inédita no grupo, busca aproximar a comunidade do universo da robótica competitiva. “Queremos que todas as pessoas possam conhecer um pouco mais do nosso trabalho e da robótica no geral', explica Lorena Valente Cavalheiro, integrante da equipe e estudante de Engenharia de Computação da UFMS.

Única equipe universitária de robótica competitiva do estado

Criado em 2011, o AraraBots é atualmente a única equipe de robótica competitiva de nível superior em Mato Grosso do Sul. O grupo reúne 24 estudantes de cursos como Engenharia de Computação, Ciência da Computação, Engenharia de Software e Sistemas de Informação.

O objetivo é disputar torneios nacionais e internacionais. Hoje, o time compete na Small Size League – Entry Level (SSL-EL), categoria de futebol de robôs da Competição Brasileira de Robótica (CBR) — a mesma que integra etapas do mundial.

Em 2023, a formação atual conquistou o 5º lugar. Em 2024, subiu para a 4ª colocação. Em 2025, o robô principal foi considerado referência na categoria.

Entre 13 e 19 de outubro deste ano, em Vitória (ES), a equipe voltou a representar o estado na CBR.

Robôs autônomos, câmeras e códigos: como funciona o jogo

Apesar da aparência semelhante a um videogame, Lorena explica que nada é controlado por joystick nas competições oficiais.

“Ele não é por controle remoto. A gente programa tudo. Uma câmera fica acima do campo e lê as tags, essas bolinhas pintadas em cima do robô. Cada tag identifica um robô. A partir disso, o nosso código envia os comandos', detalha.

Durante as partidas, os robôs precisam:

andar em todas as direçõesdetectar oponente e bolaexecutar passes e chutestomar decisões em frações de segundotudo isso de forma totalmente autônoma.

“É um ano inteiro programando para ver tudo funcionar em minutos na competição. É muito gratificante', completa a estudante.

No Lab Day, porém, o público vai poder brincar com um dos robôs por controle remoto, apenas para fins de demonstração.

Equipe quer subir de categoria

Atualmente, o AraraBots joga com 3 robôs, em disputas 3 contra 3. Mas o desempenho crescente faz o grupo mirar a categoria superior, que exige 6 robôs em campo e um campo quatro vezes maior.

A mudança, no entanto, impacta diretamente os gastos.

“Cada robô custa cerca de R$ 4 mil. Muitos componentes são caros. A UFMS ajuda bastante, mas parte dos valores a gente custeia. Fazemos rifas, vaquinhas…', diz Lorena.

Em 2025, a universidade bancou inscrições, transporte e estadia da equipe na CBR, o que facilitou a participação. Mesmo assim, o grupo ainda busca patrocinadores.

“Queremos apoio externo porque, ao subir de categoria, tudo encarece: produção, viagem, manutenção e número de robôs', afirma.

Origem e futuro do laboratório

O nome AraraBots nasceu da ideia de homenagear um animal símbolo de Mato Grosso do Sul — a arara-vermelha — e unir o termo ao universo da tecnologia.

A equipe já competiu em diferentes categorias ao longo dos anos, incluindo áreas que envolvem drones e robôs domésticos, mas o futebol de robôs se manteve como o principal desafio, especialmente após a pandemia.

O laboratório funciona também como espaço de convivência acadêmica. Todos os membros têm acesso livre, o que transforma o local em um ambiente de estudo e troca de conhecimento.

Além das competições, o grupo realiza: oficinas de robótica, eventos educativos, ações de extensão, e iniciativas para incentivar novos estudantes.

No futuro, a equipe deseja fortalecer a produção científica da área e iniciar projetos de pesquisa dentro do laboratório.

Evento aberto ao público

Lab Day AraraBots – UFMS



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