Premiê francês renuncia horas depois de ser nomeado

Renúncia aprofunda crise política no país

| MICHEL ROSE, ELIZABETH PINEAU E BENOIT VAN OVERSTRAETEN - REPóRTERES DA REUTERS*


© REUTERS/Gonzalo Fuentes/Proibida reprodução
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O novo primeiro-ministro da França, Sebastien Lecornu, e seu governo renunciaram nesta segunda-feira (6), horas depois de Lecornu ter anunciado a formação de seu gabinete, em um grande agravamento da crise política francesa.

A renúncia rápida e inesperada ocorreu depois que aliados e inimigos ameaçaram derrubar o novo governo.

O Reunião Nacional, de extrema direita, imediatamente pediu ao presidente Emmanuel Macron que convocasse eleição parlamentar. O França Insubmissa, de extrema esquerda, disse que o próprio Macron deveria sair.

Lecornu, que foi o quinto primeiro-ministro de Macron em dois anos, permaneceu no cargo por apenas 27 dias. Seu governo durou 14 horas, tornando-se o mais curto da história moderna da França, em um momento em que o Parlamento está profundamente dividido e a segunda maior economia da zona do euro está lutando para colocar suas finanças em ordem.

'Não se pode ser primeiro-ministro quando as condições não são atendidas', disse Lecornu em breve discurso após sua renúncia.

Para explicar por que não pôde ir adiante e chegar a um acordo com os partidos rivais, ele culpou os 'egos' dos políticos da oposição que se mantiveram rigidamente fiéis a seus manifestos, enquanto os que faziam parte de sua coalizão minoritária estavam concentrados em suas próprias ambições presidenciais.

'Você deve sempre preferir seu país ao partido', afirmou.

*(Reportagem adicional de Sudip Kar-Gupta, Inti Landauro e Alessandro Parodi)

*É proibida a reprodução deste conteúdo.



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