Mulher agredida com os dois braços quebrados espera cirurgia há 4 dias na Santa Casa

Familiares relatam dor e demora no atendimento em meio a atrasos salariais de médicos e enfermeiros

| TOP MíDIA NEWS/FELIPE DIAS


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Uma mulher de 40 anos, vítima de agressão na quinta-feira passada (4), continua internada na Santa Casa de Campo Grande com os dois braços quebrados e fortes dores, aguardando cirurgia que já foi remarcada várias vezes pela equipe médica.

Segundo relato da filha, que veio de Cuiabá para acompanhar a mãe, a vítima está há dias em jejum à espera do procedimento, mas os médicos cancelam a operação e voltam a liberar a dieta. 'Tem três dias colocando ela em dieta zero e não faz a cirurgia. Hoje liberaram de novo a comida dela, mas a cirurgia não aconteceu. Ela sente muitas dores e estamos muito preocupadas', afirmou.

A família denuncia que a demora estaria relacionada à falta de pagamento dos profissionais da saúde. 'Os médicos estão há seis meses sem receber e as enfermeiras também estão com salários atrasados. Por conta disso, as cirurgias estão demorando muito. Já vimos pessoas esperando até oito dias', disse a filha, relatando ainda que há pacientes aguardando desde 17 de agosto.

Ela contou que a mãe sofreu múltiplas fraturas nos braços e nas costelas, além de ferimentos na cabeça e hematomas pelo corpo. 'Ela não consegue se mexer e chora de dor. Está na enfermaria desde quinta-feira e não nos dão previsão de cirurgia. Uma senhora ao lado dela também está há oito dias esperando atendimento', completou.

A Santa Casa foi questionada sobre a situação da paciente e a demora na realização da cirurgia, mas não respondeu até a publicação desta matéria.

Relembre o caso

Na quinta-feira passada (4), a mulher foi sequestrada e agredida por duas irmãs no Jardim Itamaracá, em Campo Grande. Segundo a Polícia Militar, a vítima foi forçada a entrar em um carro e torturada com um porrete durante o trajeto, sob acusação de ter furtado um celular que, mais tarde, foi encontrado no próprio veículo das suspeitas.

Ela foi abandonada na Rua João Paulo I e socorrida pelo Samu até a Santa Casa, onde deu entrada consciente, mas desorientada, com lacerações, fraturas e suspeita de concussão. O caso foi registrado na Depac Cepol como sequestro e lesão corporal dolosa.



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