Agronegócios
Haddad anuncia crédito emergencial para normalizar Plano Safra
A medida busca garantir a retomada das ofertas de financiamento já na próxima semana
| ÂNGELA KEMPFER / CAMPO GRANDE NEWS
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou uma Medida Provisória que destina R$ 4 bilhões em crédito extraordinário para o Plano Safra 2024/2025, visando normalizar as linhas de crédito suspensas devido ao atraso no Orçamento de 2025. A medida busca garantir a retomada dos financiamentos na próxima semana, essenciais para produtores rurais, especialmente em Mato Grosso do Sul. O plano também incentiva práticas sustentáveis, oferecendo redução de juros para agricultores que adotam certificações ecológicas. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil criticou a suspensão inicial, mas a MP traz previsibilidade ao setor.
“Por determinação do presidente da República nós estamos editando uma medida provisória, abrindo crédito extraordinário para atender as linhas de crédito do Plano Safra', informou Haddad em entrevista coletiva nesta tarde.
A medida busca garantir a retomada das ofertas de financiamento já na próxima semana, assegurando a continuidade do apoio aos produtores rurais. A interrupção temporária das linhas de crédito gerou grande apreensão entre agricultores, especialmente em estados como Mato Grosso do Sul, onde o agronegócio tem um papel essencial na economia local. Produtores dependem desse financiamento para custeio, investimento e comercialização de suas safras.
Além do crédito emergencial, o Plano Safra 2024/2025 prevê incentivos para práticas sustentáveis. Agricultores que aderirem a certificações reconhecidas, como o Produção Integrada (PI Brasil) e o Programa de Boas Práticas Agrícolas (BPA), poderão obter uma redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juros de custeio. Essa iniciativa tem o objetivo de estimular a sustentabilidade no setor agropecuário, beneficiando diretamente os produtores de Mato Grosso do Sul que adotam técnicas ecologicamente corretas.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) criticou a suspensão inicial do programa, alertando que os produtores não podem ser prejudicados por entraves burocráticos e falta de planejamento fiscal. A entidade pressionou o governo para que a situação fosse revista e os recursos prometidos fossem garantidos. Com a edição da MP, espera-se que a incerteza no setor diminua, trazendo maior previsibilidade e segurança aos agricultores.
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