Diástase: saiba por que é difícil perder a barriguinha da gravidez

| IG DELAS


Consultora das famosas explica o que é diástase - Crédito: Getty Images
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A  gravidez é um período que muda completamente a vida de uma família, mas principalmente da pessoa que está vivendo aquela gestação . Durante esse tempo, o corpo passa por uma série de transformações para adequá-lo às necessidades do bebê. Uma delas é a diástase, que consiste na expansão dos músculos abdominais conforme o crescimento do bebê.

Apesar de natural, uma diástase pode ser disfuncional e se tornar uma lesão, o que faz com que a barriga não volte sozinha depois da gravidez. Seis em cada 10 mulheres sofrem esse problema, segundo Gizele Monteiro , que é especialista em diástase e recuperação da barriga após a gravidez e consultora das famosas sobre o assunto. Ela já auxiliou nomes como Sabrina Sato , Ana Hickmann, Isis Valverde , Adriana Sant’Anna e Milena Ferrari.

Uma diástase disfuncional é capaz de alterar o formato da barriga, deixando-a com aspecto de gravidez mesmo muito após o parto. Essa condição, além de ser capaz de prejudicar a saúde, impacta diretamente na  autoestima dessas pessoas. Foi o caso da professora Sheila Albino, 42, que sofreu com a diástase depois de sua primeira gravidez, em 2015.

Durante a gestação, ela diz ter ganhado em torno de 7 kg e perdeu muito peso por conta da amamentação . Mesmo assim, sua barriga continuava estufada. “Não entendia como podia perder tanto peso e ter aquela barriga ao mesmo tempo”, afirma. Além disso, a professora se sentiu frustrada já que estava se preparando antes da gravidez para manter a forma. “Treinei muito, me alimentei bem e me cuidei para não ganhar peso e queria ver o resultado disso”, afirma.

Com o tempo, o estufamento começou a lhe causar constrangimento. “Eu não conseguia mais nem um biquíni. Começou a mexer muito com a minha autoestima e meu psicológico”, diz. Albino já conhecia Monteiro e ambas estavam se comunicando por fotos, até que ela realizou um auto teste para descobrir o diagnóstico.

O teste consiste em se deitar e fazer uma contração abdominal, levantando o tronco com os dedos da mão na posição vertical, em uma linha que vai acima do umbigo até próximo ao monte púbico. Então, deve-se apertar. Caso haja um espaço de alguns centímetros que faça o dedo afundar, constata-se a diástase.

O que faz a diástase acontecer?

Monteiro explica que existem alguns cenários que levam à diástase. O primeiro deles é quando o ganho de peso ultrapassa o limite do que o corpo suporta, o que faz com que os músculos abdominais precisem fazer mais força. No entanto, esse esforço acaba sendo muito alto para esses músculos, que podem acabar se lesionando.

O segundo fator principal é o desequilíbrio e a fraqueza desses músculos, que podem ser resultado de questões desde antes da gravidez , como o sedentarismo . “Em pessoas sedentárias, os músculos não suportam a carga da gravidez no corpo, o que ocasiona na lesão”, diz.

O terceiro e mais comum é a má postura. “A alteração postural também causa uma pressão abdominal e pélvica , o que aumenta o risco da pessoa ter diástase mesmo se ela se exercite regularmente”, afirma a especialista. Por fim, também pode provocar lesão nos músculos abdominais se a pessoa treinar intensamente e de forma incorreta. “Existe uma seleção inadequada dos exercícios que causam uma pressão muito grande na barriga, aumentando o risco da diástase”, diz.

Assim, Monteiro ressalta que caso exista alguma inadequação antes da gravidez, a diástase é capaz potencializar disfunções prévias. “A barriga pochete, por exemplo, indica diástase na parte baixa da barriga e indica fraqueza pélvica e postural da coluna lombar. A barriga avental, que apresenta flacidez, carece de tônus muscular. E tem ainda a hérnia umbilical, muito associada à hiperlordose e outros desvios posturais”, explica.

Os impactos da diástase na saúde

A especialista reforça que é preciso olhar para a diástase com um olhar muito mais aprofundado do que a barriga em si. Como ela é a parte mais visível, é fácil confundir que ela é a única razão pela qual a diástase é ruim. No entanto, Monteiro ressalta que existem ao menos 28 problemas associados à diástase, divididos entre causas relacionadas à postura, problemas gastrointestinais e renais. Ela ressalta que os principais deles são as dores nas costas e abdominais, o refluxo e incontinência urinária, já que o períneo também é muito prejudicado.

Como se recuperar de uma diástase e como previni-la?

Monteiro explica que a diástase é acentuada porque os músculos abdominais se colocam em dormência. Por isso, os exercícios são muito importantes para acordá-los e fazer com que eles entendam que precisam voltar para o lugar. Por isso, mulheres que já movimentam o músculo antes da gravidez de maneira saudável têm menos chances de sofrer uma diástase. “O músculo possui uma memória que faz com que ele volte para o lugar, caso esteja fortalecido. Além de não ter a diástase, o músculo responde de forma tonificada e acordada”, diz.

Por esse motivo, Monteiro criou em seu site os programas Mães sem Diástase e Gravidez sem Diástase, que atendem tentantes e gestantes que querem se precaver e não passar pela diástase, e mães que querem se livrar dela. “Cada corpo tem uma necessidade, então transformamos os programas para que eles possam dar conta de cada momento dessa etapa da vida. Também é preciso sempre ter muito cuidado com a saúde do bebê. Então, os exercícios são muito específicos e preparados com cuidado”, afirma a especialista.

Diástase só sai com cirurgia?

É muito comum que, logo depois do parto e insatisfeitas com a aparência da barriga, algumas pessoas já considerem a realização de uma cirurgia plástica. No entanto, Monteiro afirma que a cirurgia pode comprometer severamente outros problemas da saúde, já que vai “mascarar” outras questões que devem ser melhoradas no corpo. “Já vi alunas que fizeram a cirurgia e tinham dores nas costas, escapes de urina e inchaço abdominal, mas que melhoraram depois com exercícios”, afirma.

No entanto, Monteiro afirma que existem casos em que a cirurgia pode ser recomendada não para a reparação da diástase, mas para reparar incômodos que ela pode deixar. Portanto, são cirurgias de retoque. “Podem ser feitas quando uma pele fica sobrando ou nos casos de hérnias umbilicais que não permitiram o fechamento total da diástase”, diz.

Vencendo a diástase

Pensando em expandir a visibilidade sobre o problema, Monteiro publicou, em março deste ano, o livro ‘Vencendo a diástase’, pela Buzz Editora. Sua intenção ainda é levar conhecimento sobre as causas da diástase, suas consequências e soluções e até mesmo um guia de exercícios que faz em seus programas.

Além de recuperar a barriga pré-gravidez, a especialista disponibiliza exercícios capazes de remodelá-la da maneira desejada, como os exercícios efeito “cinta modeladora” e de ativação poderosa. Além disso, ela ainda foca em atividades para a correção postural e para fortalecer o períneo. Monteiro afirma que esse trabalho é importante tanto para alertar sobre o que está por trás da barriguinha pós-gravidez e fazer com que o assunto seja encarado com seriedade.



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