Paulo Guedes e Mandetta batem boca: “mentiroso', dispara o ex-ministro

Guedes diz que vacinas “estão atrasadas desde abril', Mandetta rebate “nessa época elas nem existiam “

| JD1 NOTíCIAS/MATHEUS RONDON, COM INFORMAçõES FOLHA DE SãO PAULO


Mandetta foi ministro da Saúde até 16 de abril de 2020. Ao lado o atual ministro da Economia, Paulo Guedes.   (Reprodução/Internet)
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o Brasil está atrasado na busca por vacinas contra covid-19 desde a época que a pasta de Saúde era comandada por Luiz Henrique Mandetta, no começo da pandemia. A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil e gerou uma forte resposta do ex-ministro, que chamou Guedes de desonesto.

Naquele mês, não existiam sequer testes de imunizantes contra a Covid-19 em seres humanos.

'Desonesto, mentiroso', afirmou o ex-ministro da Saúde à coluna.

Guedes desonesto e mentiroso. Negacionismo do governo mata pessoas e empresas. CPI já! Mais postos de saúde e menos posto Ipiranga. https://t.co/znIxR0PdIJ

'É inacredtável que o homem responsável pela economia do país esteja criando uma narrativa mentirosa para disfarçar a própria incompetência, dele e do governo do qual faz parte', segue Mandetta.

Guedes disse à CNN Brasil que 'a entrega da vacina não está atrasada só agora, não. No primeiro dia, Mandetta saiu com R$ 5 bilhões no bolso. É desde aquela época que deveríamos estar comprando vacina, não é mesmo? O dinheiro estava lá'.

Mandetta afirma que os R$ 5 bilhões a que Guedes se refere foram destinados à compra de 15 mil leitos de CTI (Centro de Terapia Intensiva) e equipamentos de proteção individual, como máscaras, e testes 'que o governo não usou e deixou vencer'.

Recursos também foram destinados ao atendimento básico. 'Mais postos de saúde, menos postos Ipiranga', diz Mandetta, referindo-se ao apelido que Bolsonaro deu a Paulo Guedes.

Ele lembra que os primeiros testes de vacinas contra o novo coronavírus feitos em humanos foram anunciados em maio.

'Em 16 de abril, eles me exoneraram, não me deixaram trabalhar porque o meu caminho sempre foi pela ciência', afirma o ex-ministro.

'Eu sempre disse que o caminho de saída seria pela ciência e que compríamos vacinas assim que tivessemos a primeira oferta', segue.

'Em agosto, quatro meses depois da minha saída, surgiram as primeiras propostas de laboratórios que estavam desenvovendo vacinas e que queriam vendê-las ao Brasil', diz ele.

'A incompetência e o negacionismo, aos quais Paulo Guedes sempre fez coro, dizendo que a economia era o mais importante, nos levaram a essa situação, em que faltam imunizantes', diz.

'Essa política está condenando pessoas à morte e empresas à falência, por responsabilidade dele e do governo', finaliza Mandetta.

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