Reinaldo e mais 23: confira quem são os indiciados pelo MPF em denúncia ao STJ

MPF pede afastamento de Reinaldo Azambuja do cargo de governador

| MIDIAMAX


Governador Reinaldo Azambuja (Foto: Leonardo de França/Midiamax)
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Além de pedir o afastamento do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) do cargo e devolução de R$ 277 milhões a título de danos morais, o MPF (Ministério Público Federal) também denunciou outras 23 pessoas ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) por crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção passiva.

Confira abaixo quem são os 24 denunciados pelo MPF:

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A Operação Vostok nasceu de uma sindicância instaurada a partir da Delação da JBS ao MPF que foi convertida em inquérito a partir de pedido do então vice procurador-geral da República José Bonifácio Borges de Andrada ao STJ. Em agosto de 2017, o ministro Félix Fischer, relator, deferiu o pedido e autorizou novo depoimento de Joesley e Wesley Batista ao delegado da Polícia Federal do Distrito Federal Josélio Azevedo de Souza. Os depoimentos foram realizados na Polícia Federal de São Paulo, em dezembro de 2017, quando foram feitas as retificações e detalhamentos da delação premiada à Lava Jato.

Wesley relata que o governador Reinaldo Azambuja, após vencer as eleições, honrou o ‘acordo firmado com a JBS’ pagando com isenções fiscais a “título de adiantamento de propinas futuras' um total de R$ 27.109.107,87 em valores atualizados.

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O valor da doação de campanha foi lançado em uma conta-corrente mantida entre a JBS e o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul e dele seriam abatidos os valores de propina que Reinaldo receberia, no percentual de 30% do total mensal dos créditos tributários concedidos ou mantidos, decorrentes de benefícios fiscais concedidos à JBS.

Ao final de 2016, quando cessaram os pagamentos, o governador tucano teria recebido mais de R$ 70 milhões, sendo abatidos o valor total adiantado em campanha, de R$ 17 milhões, conforme fora acordado, gerando um crédito de aproximadamente R$ 53 milhões.

O restante do crédito que o Reinaldo mantinha com a JBS, segundo Wesley, foi pago por meio das notas fiscais fraudulentas geradas por empresas indicadas pelo governador, cerca de R$ 33,5 milhões e R$ 20 milhões entregues em espécie.



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