Empresária desabafa sobre prejuízos e fechamento de lojas: 'estamos afundando nas contas'

Ela vendeu vários equipamentos de trabalho para pagar contas, acumulou dívidas e precisou fechar as duas empresas que eram o sustento da família

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A empresária fechou um buffet e agora vai fechar uma loja de festa de decoração infantil - Crédito: Pixaby/Ilustração
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A vida da empresária Danielle Vieira, 39 anos, virou de cabeça para baixo durante a pandemia do novo coronavírus, que trouxe muitas lágrimas para a profissional. Ela fechou as portas do Buffet que comandava, em Campo Grande, e agora se despede da loja de decoração infantil.

Ela afirma que atua na cidade há dez anos, mas que não conseguiu vencer a crise que chegou junto com a pandemia.

“O Buffet, fiquei mais dois meses com ele aberto depois da pandemia e não aguentei pagar o aluguel. A loja de decoração de festa infantil, estou fechando, estou com mudança arrumada, vou levar tudo para minha casa. Vou tentar continuar em casa, vendi algumas coisas para pagar conta”, diz a empresária. 

Danielle destaca que dos empreendimentos é que saia o sustento da família. “Meu esposo trabalhava comigo, mas agora está atuando na área de serviços gerais. Ainda estamos afundando nas contas. Vendi terreno que tinha, casa que tinha, vendi minhas mesas, cadeiras, brinquedos, todo material de trabalho, estava tentando recomeçar”.

A empresária conta que acorda diariamente com clientes ameaçando processar. “Os clientes que querem dinheiro de volta, eu perdi quase R$ 70 mil em festa que já estavam agendadas, tentamos remarcar e cliente foi cancelando. Já usei para pagar contas, quem guarda dinheiro, ainda mais na pandemia, só de aluguel, paguei quatro meses de R$ 3 mil sem usar. Tirei reserva que tinha para pagar aluguel, água, luz, para comer, para ajudar funcionário que ficou sem renda”.

Ao falar dos trabalhos, Danielle chora e afirma que várias famílias sobreviviam das atividades dos dois empreendimentos. 

“Só no buffet, tinha de cinco a oito famílias que trabalhavam, tinha  monitora, recepcionista, auxiliar de limpeza, quando se fala em salão de festa, as pessoas acham que é individual, mas não. Temos toda uma equipe, todos estão passando mesmo apuro. Estou desiludida, tentando recomeçar de novo. Tive dois princípios de infarto, já perdemos parceiros de trabalho, alguns desenvolveram síndrome do pânico, não é só covid que está matando”, diz Danielle.

“Não está fácil, para o ramo de festa é mais difícil. Até cesta básica ganhamos, não tenho vergonha de falar, não tínhamos nem o que comer. É triste demais, não temos ajuda de lado nenhum, poder público não está nem aí para os empresários, só ficamos sabendo que vai sair linha de crédito, nunca dá certo para nada. Quem tem nome limpo nessa crise, quem tem movimentação bancária nessa crise que está, fica um negócio impossível, estamos de mãos atadas, não podemos trabalhar, cliente fica com medo de fazer festa, não temos ajuda para se manter nesse período que não podemos trabalhar O que sobra é vender material de trabalho”, finaliza a empresária chorando.

TOP Mídia News/Dany Nascimento



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