Mundo ainda olha diferente para Lis, grávida em cadeira de rodas

Modelo fotógrafica lida todos os dias com olhares diferentes e luta para vencer o preconceito

| THAILLA TORRES / CAMPO GRANDE NEWS


Lis é uma mãe belíssima, que está no oitavo mês de gestação. (Foto: Studio Sarah Hoffman)
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A assistente administrativa e modelo fotográfica Lis Loureiro, de 30 anos, tem sua história de vida conhecida em Campo Grande, pela superação e a luta contra o preconceito por ser uma pessoa com deficiência e andar de cadeira de rodas. Agora ela vivencia mais um desafio, lidar com os olhares de quem ainda questiona uma mulher grávida cadeirante.

Com 8 meses de gestação, Lis aparece belíssima em ensaio fotográfico, exibindo o barrigão amado à espera do primeiro filho, o Henrique. A gravidez não foi planejada, aliás, Lis acreditava que não podia engravidar. Levou um susto quando o teste deu positivo, achou que era um cisto, mas fez ultrassom para confirmar meu suposto cisto e viu Henrique pela primeira com 5 semanas e 5 dias.

Hoje, ela sabe que ser mãe não é fácil. Mas a responsabilidade aumenta quando lembra que é uma mãe na cadeira de rodas, isso porque o mundo ainda a enxerga diferente. “Ser mãe na nossa sociedade já é difícil, imagina ser mãe solo, com uma deficiência? Os olhares, as perguntas, fora a infantilização que existe, já escutei como que vou criar meu filho? Se meu filho vai ter uma deficiência também', conta.

Quando vai ao médico ou em outro lugar e fala que está grávida, mesmo com a barriga bem aparente, as pessoas ficam incrédulas. “Não acreditam que isso é real ou que eu sou capaz de gerar uma vida. Existe uma infantilização com pessoa com deficiência, existe esse questionamento de como? Foi de modo natural? Ela foi seduzida? Nunca é porque aconteceu ou porque a PCD quis', cita.

No dia a dia, Lis além de lidar com todos os desafios de uma gestante à espera de seu bebê, acaba lidando também com o preconceito e luta para mudar esse olhar. “É difícil mudar esse olhar, porque nós não somos vistos e representados, quando isso acontece sempre a uma coisa muito estereotipado, somos vistos como pessoas triste, amarguradas e não férteis'.

Ela explica que quando ocorre de uma pessoa com deficiência tendo uma vida normal, essa sempre é vista como exemplo de superação, mas para mudar o olhar sobre a gestação é preciso mudar “tudo'. “Acredito que o pode mudar é a representatividade', ressalta.

Lis também expõe que a solidão da pessoa com deficiência existe, mas luta todos os dias para que isso não impeça mulheres de terem suas vidas. “Eu não paro minha vida, não deixo de sair, de viver, só porque a pessoa acha isso ou aquilo de mim, o preconceito sempre existiu, mas cada um lida de uma forma, eu lido batendo de frente, vivendo minha vida e não me importando com a opinião do outro', finaliza.

Recentemente, Lis fez parte de uma campanha especial para o Dia Internacional da Mulher realizada pelo Shopping Bosque dos Ipês. Ela faz parte do grupo de mulheres reais que participaram da campanha.



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