Ford fecha fábricas no Brasil: e agora?

Desvalorização de seminovos e garantia: como ficam os consumidores com a desistência da montadora de permanecer no País?

| ICARROS


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No começo do mês passado (janeiro), a Ford do Brasil fez aquela que talvez tenha sido a sua “apresentação” de maior repercussão dos últimos muitos anos e anunciou ao mercado que fecharia imediatamente suas unidades de produção de veículos no Brasil.

É claro que não foram exatamente essas as palavras usadas pelo pessoal das relações-públicas. 

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“A Ford está anunciando uma restruturação de suas operações na região que permitirá ter um modelo de negócios ágil e sustentável no Brasil e América do Sul, apoiado em seus pontos fortes globais em SUVs, picapes e veículos comerciais”, diz um dos textos divulgados. 

Trocando em miúdos e resumindo a história, a montadora – que está no Brasil desde 1919, quando começou a montar aqui kits do emblemático Modelo T – não vai mais produzir veículos em nosso país, pelo menos pelos próximos anos.  

Concentrando suas fichas sul-americanas no mercado de utilitários, a empresa trará para cá picapes e furgões – da Argentina e do Uruguai, respectivamente – e SUVs da China. Da matriz, nos EUA, virão os Mustangs – o tradicional esportivo a gasolina e sua nova “irmã” elétrica. 

E como fica a garantia?

Se você comprou um Ford Ka ou Ka Sedan recentemente – ou se ainda pretende comprar, pois esses dois modelos ainda estão disponíveis em muitas concessionárias e, também, no site da montadora (https://www.ford.com.br), pode estar compreensivelmente preocupado.

Em seus comunicados e no site, a montadora diz que não há motivos para isso e busca tranquilizá-lo. 

Ela informa oficialmente que vai cumprir rigorosamente os contratos de garantia de seus produtos – tanto importados, quanto nacionais –, mantendo o fornecimento de peças de reposição e, também, sua grande rede de concessionários autorizados em todo o país.

Aleé disso, ela promete até oferecer novos modelos – especialmente híbridos e elétricos – aos brasileiros, nos próximos anos. Pelo menos por enquanto, não há motivos para desconfiar desse compromisso.

Embora tenha desistido de produzir aqui – o que implica na demissão de cerca de 5 mil empregados envolvidos em suas operações no interior de São Paulo (Taubaté), Bahia (Camaçari) e Ceará (Horizonte, onde era fito o jipe Troller) –, a empresa dificilmente abrirá mão completamente de nosso forte mercado para picapes.

E, para isso, é importante tentar manter a confiança do consumidor em sua marca. 

E a desvalorização? 

Como acontece com qualquer modelo que sai de linha, o Ford Ka e seu irmão de três volumes já estão sofrendo uma depreciação comparativamente maior que a dos concorrentes que seguem em produção. Como, junto com eles, suas fábricas também “saíram de linha”, essa perda tende a ser um pouco maior. 

Mas só teremos uma noção real de quanto esses dois modelos perderão a mais em valor em mais alguns meses.

Se nesse prazo os consumidores confirmarem as promessas da montadora, a rede autorizada continuar atendendo – e bem – os proprietários desses carros, não houver falta ou espera por peças nem problemas extraordinários – como um gigantesco recall, por exemplo –, a tendência é de que, depois do “susto” inicial, eles se desvalorizem como outros concorrentes da mesma faixa. 

Se, porém, as oficinas autorizadas começarem a fechar em série, começar faltar peças e principalmente respostas no atendimento ao consumidor, aí o preço desses carrinhos vai despencar mesmo – levando junto o que sobrar da confiabilidade da marca, claro. 



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