Sem piscina de bolinha, em festa infantil ninguém vai poder pegar doce de mesa

Os decretos que autorizam a volta de eventos mexem até com a mesa de doces: acabou isso de "roubar" brigadeiro da mesa do bolo

| PAULA MACIULEVICIUS BRASIL / CAMPO GRANDE NEWS


Piscina de bolinhas está proibida pelo decreto. (Foto: Divulgação/Buffet Parabéns)
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Nem festa de criança será a mesma com a pandemia do coronavírus. Os decretos que autorizam a volta dos eventos a partir do dia 28, trouxeram reflexos também para os 'baixinhos'. Os buffets infantis ainda estudam os planos de biossegurança que incluem: porção individualizada, pessoas da mesma mesa sentadas juntas, nada de convidados comerem doce direto da mesa do bolo e os brinquedos coletivos interditados.

Proprietária do buffet infantil Parabéns, Cíndia Raquel Sanches ressalta que o espaço está se adequando à documentação de biossegurança e que a maior preocupação são os clinetes e colaboradores. 'Tudo o que já podemos passar, já passamos nestes seis meses em termos de falta de ajuda financeira, agora a gente vai retornar com toda essa documentação em dia e os colaboradores vão passar por readaptação e treinamento'.

Com a frase de 'nada será como antes', Cíndia resum que até mesmo o brinquedo 'símbolo' da diversão da criançada, a piscina de bolinhas, está proibida. 'A piscina e o brinquedão por exemplo, não vão poder mais brincar, porque precisa higienizar. Ainda está confuso para entender, porque não é fácil você abrir um buffet para atender às crianças', ressalta.

A capacidade do buffet dela, por exemplo, é de no máximo 100 adultos, número que será reduzido pelo decreto. 'Com menos convidados, tem que ver se isso tudo compensa para a gente, meu custo, meu gasto com colaborador, às vezes não é viável', aponta.

As festas que estavam programadas para este ano, segundo Cíndia, foram remanejadas para 2021. Nas mesas, somente familiares poderão se sentar juntos, e a comida será servida individualmente: um pratinho para cada convidado.

À frente do buffet Galinzé, a dona Priscila Marinho de Oliveira, descreve que o trabalho será de 'formiguinha'. 'Com número de pessoas bem menos do que a gente costuma trabalhar, o custo é alto, tem basante coisa nova, é um investimento para biossegurança, porém a gente tem que começar', acredita.

As festas não serão como antes e no buffet, o 'labirinto' será fechado bem como a cozinha, onde as crianças se reúnem durante as festinhas para cozinhar pizza. A triagem será feita no início de cada evento, com aferição de temperatura e o totem de álcool em gel.

No Galinzé, depois que saiu o decreto, já houve a confirmação de uma formatura, com pessoas da mesma família sentadas à mesa e distanciamento. O buffet que já trabalhava com eventos assim, explica que agora terá o nome da família em cada mesa.

 O bolo que sempre é 'fake' apenas para as fotos de parabéns, não vai poder reunir convidados para 'roubar' os brigadeiros. 'Se forem expostos, as pessoas não podem chegar perto da mesa, o buffet que tem que pegar e servir', explica Priscila.

Na Casa X, a família aniversariante ainda vai poder descer da nave, porque o brinquedo não é aberto para convidados em geral e é de fácil higienização de uma festa para outra. Proprietária do buffet, Flávia Fernandes fala que está dando os primeiros passos para reabrir. A casa tem que capacidade máxima de 120 lugares fixos, mas já chegou a receber 160, vai trabalhar com uma média de 60 convidados por festa. 'Temos um bom espaço de salão, com mais de 400m², então vamos conseguir atender com tranquilidade sem problemas', diz.

Pelo decreto, os brinquedos de uso coletivo estão restritos e os demais, devem ser desinfectados. 'A descida da nave não vai interferir porque a desinfecção é feita para o uso de outro cliente, o que é mais difícil são as estruturas maiores', cita.

O buffet que já tem uma recepção antes da entrada na festa vai trabalhar com um pré-cadastro dos convidados. 'Isso é um diferencial, porque temos como rastrear as pessoas que tiveram presentes em cada evento, além da coleta de cada convidado, fazer a desinfecção das mãos e aferir a temperatura', descreve.

Além do distanciamento de mesas e uso de máscaras, a rotina da festa deve mudar também. 'Temos uma entrega de festa diferenciada, a gente apresenta show de dança com recreadores e isso vamos estudar mais fundo', comenta. A proprietária espera também o protocolo da franquia que já teve casas que retornaram pelo País.

Mãe de duas meninas, Flávia sabe que não será fácil mudar a dinâmica de uma festa. 'Eu falo que restaurante com adulto é uma coisa muito mais fácil, porém a gente tem visto que tem a frequência da família toda. O nosso objetivo é minimizar o risco, não vamos impedir uma criança, mas pensar em formas alternativas de recreação para entretê-la', sustenta.

Em discussão entre todos os buffets, o que os proprietários já repensam é quanto à viabilização das festas. 'Essa é uma preocupação que tem que ser estudada e levantada por cada um. O decreto foi publicado ontem, a gente vai tentar não repassar isso para o cliente, mas ainda é muito prococe', afirma Flávia.



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