11 hábitos comuns que acabam com seu carro

Falta de cuidados básicos e atenção pode reduzir a vida útil das peças do veículo e causar prejuízos a longo prazo

| ICARROS


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Mesmo com a grande quantidade de informações úteis e à fácil disposição, ainda hoje, muitos proprietários de automóveis continuam cometendo erros banais, que podem prejudicar e desvalorizar o carro - tanto na hora da manutenção, quanto na revenda.

Leia mais: + Qual a melhor forma de proteger a pintura do carro? + Disco de freio empenado: precisa trocar? + Ar-condicionado ou janela aberta: qual gasta mais?

Por isso, listamos 11 erros comuns que devem ser evitados a fim de prolongar a vida útil das peças e evitar a desvalorização precoce do automóvel.

#1. Colocar água da torneira no radiador

Além de ser indispensável verificar o nível de água do radiador periodicamente, a adição de água desmineralizada no radiador também é o mais indicado para prolongar a vida útil do veículo.

Ao contrário do que muitos ainda acreditam, os minerais encontrados na água da torneira têm efeito corrosivo, o que, a longo prazo, pode colocar o motor em risco.

#2. Rodar com o combustível na reserva

Fugir do posto e rodar com o combustível na reserva pode sair muito mais caro do que abastecer o carro.

O combustível já na reserva aumenta a concentração de resíduos absorvidos pela bomba de combustível, o que pode gerar o entupimento dos bicos injetores e filtro de combustível.

Pior ainda: o combustível - principalmente a gasolina - também serve como lubrificante para a bomba de combustível e a baixa quantidade pode fazer com que a bomba queime.

#3. Atravessar lombadas na diagonal

Passar “de lado” na lombada é um hábito antigo entre muitos proprietários de veículos, principalmente de carros mais baixos, na intenção de evitar aquela “raspadinha” na parte de baixo do carro e garantir uma manobra mais suave - que erro!

Ao atravessar uma lombada na diagonal, você gera uma torção muito grande no carro. A repetição constante desse esforço pode prejudicar  a suspensão do carro, além dos pontos de solda e peças de acabamento interno.

Por isso, é recomendado encarar as lombadas de frente e mais devagar.

#4. Só completar o óleo lubrificante e não realizar a troca

Viver de completar o óleo e nunca trocá-lo é um hábito, infelizmente, muito comum entre a grande maioria dos proprietários de carros. O óleo lubrificante tem propriedades físico-químicas que garantem a criação do filme lubrificante entre as peças móveis do motor.

Porém, com o tempo e uso contínuo, o óleo do carro começa a perder essas propriedades e deixa de oferecer uma lubrificação eficiente. A falta da lubrificação pode fazer com que o motor seja prejudicado no médio e longo prazo, correndo risco até mesmo de fundir.

Por isso, além de observar o nível do óleo, sempre realize a troca dentro do prazo indicado pelo manual do proprietário e fique atento à data de validade do produto na hora da compra.

#5. Não seguir à risca o indicado no Manual do Proprietário

Um dos piores hábitos dos brasileiros com o carro é também um dos mais comuns: esperar que o carro quebre para ir à oficina mecânica. Como diria o ditado, “quem ama, cuida”. E deixar tudo para a última hora pode ser fatal, principalmente tratando-se do carro.

O manual do proprietário traz planos de manutenção preventiva que devem ser seguidos à risca e que indicam o que deve ser feito para cada veículo.

Além de ser imprescindível realizar a manutenção preventiva, é de suma importância dar a devida atenção ao que diz o manual do proprietário sobre cada característica do carro na hora da troca das peças e outros componentes.

Desconsiderar uma simples troca de velas dentro do prazo indicado pelo fabricante ou até mesmo uma troca de óleo negligenciada podem acarretar em prejuízos até cinco vezes mais caros na hora da manutenção.

#6. Colocar um óleo “mais grosso” em carros mais antigos

Este é um hábito antigo, baseado no mito de que “em carros mais antigos deve-se usar um óleo mais grosso, porque o motor está mais gasto”.

Usar um óleo de maior viscosidade no carro pode fazer com que o produto não chegue a todos os locais devidos e que alguns pontos fiquem sem a lubrificação correta.

Isso pode acelerar o desgaste, além de gerar outros problemas, que também vão engrossar mais o valor na hora do conserto.

#7. Dirigir com o pé na embreagem

O hábito de descansar o pé sobre a embreagem ao dirigir faz com que a embreagem não fique devidamente acoplada ao volante do motor, causando uma leve “patinação”.

Este hábito gera um desgaste prematuro na embreagem e faz com que a troca deva ser feita muito antes do prazo normal. Lembre-se: pisar na embreagem só para trocar de marcha!

#8. Rodar com pneus descalibrados

Muitas pessoas não sabem, mas o hábito comum de negligenciar a calibragem correta dos pneus pode desgastá-los ainda mais, além de prejudicar a dirigibilidade e consumir mais combustível.

A calibragem dos pneus deve estar sempre em dia, seguindo a pressão indicada pelo fabricante. O recomendado é calibrar o pneu ao menos uma vez por semana e a calibragem deve sempre ser feita com o pneu frio, pois o calor faz com que a calibragem seja imprecisa devido a mudanças no volume e densidade dos gases.

Uma boa alternativa para quem reside em São Paulo e deseja maior praticidade no dia a dia é investir na calibragem com nitrogênio, que garante a calibragem ideal por muito mais tempo do que a calibragem comum dos postos de combustíveis.

#9. Ignorar as luzes do painel

Ainda existem muitas dúvidas sobre os significados das luzes do painel, até porque elas não param de aumentar junto à criação de novas tecnologias do mercado automotivo.

As luzes do painel servem como alertas e são uma forma do carro “conversar” com o motorista e apresentar sintomas de mau funcionamento.

Por exemplo, se a luz da pressão de óleo do motor - aquela que parece a “lâmpada do Aladin” - acender no painel com o carro em movimento, só o que você precisa saber é que deve levar o carro à oficina o quanto antes e torcer para não ser nada sério.

Andar com um problema no sistema de lubrificação do carro pode significar um prejuízo enorme com guincho e até, talvez, a retífica do motor.

#10. Negligenciar os cuidados com o ar-condicionado automotivo

Em um país como o Brasil, de clima predominantemente tropical, ter um ar-condicionado no carro é praticamente indispensável para encarar o dia a dia atrás do volante.

Mesmo assim, a maioria das pessoas só se dá conta da importância com a manutenção do item durante o verão, quando o calor intenso e o período de chuvas agravam a necessidade do aparelho.

Além de não realizar a troca do filtro periodicamente, deixar o ar-condicionado automotivo sem uso por muito tempo pode ser prejudicial tanto à saúde quanto ao próprio sistema.

Neste caso, as mangueiras de borracha tendem a ressecar e acabam estragando, o que ainda pode gerar um vazamento no gás do ar-condicionado automotivo.

Além disso, com o tempo, é natural que o sistema comece a acumular poeira e até a criar mofo, aumentando também a proliferação de vírus e bactérias.

Ou seja, fora o mau cheiro, não realizar a manutenção periódica do ar-condicionado também pode implicar em alergias e doenças respiratórias.

Por isso, é imprescindível tomar alguns cuidados com o ar-condicionado automotivo: crie o hábito de ligar o ar-condicionado do carro por pelo menos 15 minutos, uma vez por semana. Assim, todo o sistema será lubrificado, aumentando a vida útil do sistema.

E não se esqueça de realizar a troca do filtro do ar-condicionado a cada 6 meses ou antes e, quando necessário, fazer a higienização do sistema para eliminar o cheiro desagradável.

#11. Abrir mão dos cuidados com a pintura do carro

Outro hábito comum, que faz toda a diferença na hora da revenda do veículo, é não dar atenção aos cuidados com a pintura do carro.

O estado de conservação da pintura do carro é o que causa a primeira impressão quando resolvemos trocar de carro e procuramos pelo semi-novo ideal.

A exposição aos raios UV do sol e o pH ácido da chuva são verdadeiros vilões para a pintura do veículo, que passa a perder o brilho e ficar com o aspecto opaco, como se a lataria estivesse envelhecida e queimada.

Para diminuir esses danos e prolongar o bom estado da aparência do carro, existem diversos processos de tratamento da pintura caseiros e até profissionais, como o enceramento, cristalização e a vitrificação da pintura.

+ Qual a melhor forma de proteger a pintura do carro? + Vitrificação Automotiva: o que é, preço e 5 cuidados

Ao evitar estes 11 hábitos comuns e prejudiciais à saúde do seu carro, você também evita maiores prejuízos na oficina mecânica e dores de cabeça desnecessárias, prolongando a vida útil das peças e mantendo seu carro valorizado por mais tempo.

Fonte: MixAuto Center 



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