Campo Grande
Família tem 2 meses para conseguir dinheiro para cirurgia de Benjamin em Campo Grande
Ele foi diagnosticado com Escafocefalia
| TOP MíDIA NEWS/DANY NASCIMENTO
Thalia dos Santos Guedes, 26 anos, pede ajuda da população para conseguir pagar uma cirurgia para o filho Benjamin, de 4 meses, em Campo Grande.
Ele foi diagnosticado com Escafocefalia (quadro caracterizado pela alteração estética do crânio do bebê e pode gerar sérias complicações).
A doença foi descoberta há duas semanas e o bebê precisa com urgência do procedimento cirúirgico.
“A médica disse que o ideal é ele operar com 6 meses, temos pouco tempo para conseguir o dinheiro. A cirurgia curta entorno de R$ 130 mil. Eu fui em dois pediatras, sempre achei a cabecinha dele com formato diferente. Eu a minha mãe sempre achamos muito estranho. Todos reparavam, mas não falavam porque achavam que eu ia ficar chateada. Fui na minha avó e meu tio foi passear com ele. Foi na casa de uma enfermeira, ela percebeu a diferença. No outro dia ela me mandou mensagem se eu levava ele no pediatra, o que o médico falava da cabecinha dele. Falei que levava normal, já tinha conversado com médico, mas falavam que era normal. Ela me orientou a levar no neurologista. Fizemos tomografia e constatou a doença”, conta a mãe.
Ela conta que foi na Defensoria Pública, mas como estava com um laudo de médico particular, não conseguiu ingressar com ação.
“A cirurgia não é oferecida pelo SUS. Tem que entrar na justiça contra o Estado para eles arcarem com o valor da cirurgia. Como levei um laudo particular, mesmo que a doutora me deu a consulta, me disseram que tem que ir ao SUS e pegar laudo de lá para dar entrada no processo. Não sei se vou conseguir, não sei quanto tempo vou demorar, estou correndo contra o tempo para que meu filho consiga fazer a cirurgia a tempo de não ter problemas neurológicos”, diz a mãe chorando.
“No laudo diz que se demorar muito, ele pode ter perdas neurológicas irreversíveis. Eu me preocupo muito como mãe, as pessoas estão mandando palavras de apoio, estou no grupo de mães que já operaram dessa doença. A maioria operou em São Paulo porque aqui não tinha recurso. Estou desesperada”, diz a mãe.
Ela afirma que todo e qualquer valor vai ajudar o pequeno Benjamin.
“Eu vou continuar correndo atrás. É sofrido para uma mãe passar por isso, é uma doença que nunca ouvi falar na minha vida. Ele é um pouco irritado, dorme mal a noite. Dorme pouco a noite, se mexe, se debate”, disse Thalia.
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