Campo Grande
Professor tratava depressão, mas não conseguiu afastamento antes de morte
Biachini foi encontrado morto após passar por perícia e pedido de afastamento ser negado
| TOP MíDIA NEWS/DAYANE MEDINA
O professor de artes, Tiago Bianchi Silva Araújo, 45 anos, realizava tratamento psicológico desde 2012 e estava solicitando afastamento das funções antes de ser encontrado morto em casa, em Campo Grande.
A prima encontrou a vítima em seu apartamento depois de sentir falta de Tiago que tocava piano todas as tardes.
Tiago havia pedido afastamento das funções, mas foi negado pelo IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande).
Amigos que preferiram não se identificar confirmaram que Tiago tomou medicação em alta dose e o pedido de ajuda negado foi gatilho para ele tirar a própria vida.
'Ele estava mal tentou muitas vezes afastar e pedir ajuda médica do IMPCG, mas eles não autorizaram nem mudaram de função. Ele pediu ajuda e não teve, é assim que muitos profissionais estão trabalhando nas escolas', destacou.
A Semed (Secretaria Municipal de Educação) informa que o professor estava há 11 anos em tratamento psicológico. 'Ele possuía exames, laudos, porém os o pedido não atendeu aos critérios técnicos para a readaptação', disse em nota.
'Segundo o art. 24 da Lei nº 8.112/1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos Servidores Públicos Federais: “Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica”, complementa a informação.
Colegas de profissão ficaram chocados com a escola por manter as aulas do dia mesmo com a notícia da morte.
'A Secretaria lamenta o ocorrido e intensificará meios para o acompanhamento emocional dos servidores', informou a Semed.
Valorização da vida
Um suicídio afeta ao menos seis pessoas que estavam ligadas à vítima. Se você estiver passando por problemas, procure ajuda.
O Grupo Amor Vida é uma ONG sem vinculação político partidária e religiosa que presta gratuitamente, desde 2001, através de voluntários, atendimento telefônico à pessoa em crise emocional, com garantia de anonimato e sigilo, objetivando a prevenção do suicídio.
Não se trata de atendimento psicoterápico e sim humanitário. O usuário tem a oportunidade de desabafar com outra pessoa o seu sofrimento. Uma dor compartilhada dói menos.
Telefone: 0800 750 5554.
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