Policial
Lideranças indígenas detidos em ocupação são ouvidos acompanhados de conselho
| MIDIAMAX/DIEGO ALVES
Encerrou durante a noite desta sexta-feira (03) a oitiva de três lideranças indígenas presos durante ocupação ocupação da Fazenda Inho, em Rio Brilhante.
'Com apoio da Defensoria Pública do Estado, iremos tomar as medidas judiciais cabíveis para a liberação dos indígenas', disse o advogado do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), Anderson Santos. O advogado não soube informar como está a situação na fazenda neste momento.
Os três indígenas foram detidos durante a ocupação da fazendo. Entidades apontam o território Laranjeira Nhanderu como parte da TI (Terra Indígena), que faz parte do processo de demarcação. “Eles estão todos bem, sem problema algum, estive conversando com eles para orientá-los e verificar a situação em que se encontram. Pediram para avisar os familiares que estão bem', afirmou o advogado do CIMI, mais cedo.
Coordenador executivo da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), Kunumi Verá Ndy Juy, relatou que os fazendeiros privam indígenas de utilizar a terra originária. “Eles estavam apenas dentro do mato, mas os fazendeiros continuam usando a terra deles. Agora eles começaram a retornar para o território deles', apontou.
Segundo a assessoria do MPF (Ministério Público Federal), o órgão em Dourados — responsável pela região de Rio Brilhante — “está ciente da situação e já começou a atuar'. Além disso, a Apib acionou 'a defensoria pública, a sexta câmara do ministério público e demais autoridades responsáveis'.
Apib emitiu uma nota:
Três indígenas do povo Guarani e Kaiowá foram presos, após a retomada da sede da fazenda Inho, em Rio Brilhante, Mato Grosso do Sul, no território Laranjeira Nhanderu, nesta sexta-feira, 03/03. O Cacique Adalto foi coagido e rendido pelos policiais, levado preso assim como a professora Clara e o jovem Lucas.
A polícia cercou os indígenas e está ameaçando realizar um despejo sem ordem judicial. A violência da Polícia Militar da região já foi denunciada inúmeras vezes. O exemplo mais recente foi o assassinato do jovem Vitor Fernandes em junho do ano passado, na TI de Guapoy, em Amambai. Esta é a quarta vez que os indígenas ocupam a fazenda, que é uma invasão da Terra Indígena (TI) e deverá integrar a área após a demarcação.
O coordenador executivo da Apib, Kunumi Verá Ndy Juy, denuncia que os fazendeiros que seguem privando os indígenas da terra. “Eles estavam apenas dentro do mato, mas os fazendeiros continuam usando a terra deles. Agora eles começaram a retornar para o território deles. Estamos vendo o que fazer para segurar a terra na posse e não acontecer como o que aconteceu em Guapoy, porque é uma terra que sempre foi deles'.
Clique aqui e confira as últimas notícias de Itaporã!
Siga o Itaporã News no Youtube!
Grupo do WhatsApp do Itaporã News Aberto!
WhatsApp. VIP do Itaporã News clicando aqui!"
WhatsApp do Itaporã News, notícias policiais!
"Ao vivo a programação da Alternativa FM de Itaporã."






















