Santa Casa retém 11 macas e casal vítima de acidente espera três horas por resgate

O problema de retenção de macas em hospitais é recorrente e gera demora no atendimento aos casos de urgência e emergência, já que as viaturas ficam paradas

| MIDIAMAX/PRISCILLA PERES


Vítimas de acidente esperaram ambulância no asfalto (Foto: Fala Povo)
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Um casal sofreu acidente de moto por volta das 10h45 desta segunda-feira (13), mas o socorro demorou três horas para chegar ao local. Com machucados pelo corpo e dores, eles ficaram deitados no asfalto esperando o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

O acidente ocorreu na Rua dos Cisnes, no bairro Estrela Dalva, quando houve colisão entre a moto que estavam e um veículo. Familiares das vítimas contam que acionaram o Samu e Bombeiros por volta das 10h50.

Viatura do Samu chegou às 13h40, praticamente três horas após o acidente. Durante o tempo de espera, a polícia militar isolou o local e familiares usavam guarda-chuva para proteger as vítimas do sol.

Macas retidas e ambulâncias paradas

De acordo com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), na manhã desta segunda-feira (13), 11 viaturas do Samu chegaram a ficar com macas retinas na Santa Casa. A situação acontece quando o paciente chega e o hospital não tem leito para colocá-lo.

O problema é recorrente e gera demora no atendimento aos casos de urgência e emergência. Já que com a maca retida no hospital, as viaturas ficam paradas, impossibilitadas de realizar novos resgates.

Santa Casa alega superlotação

A Santa Casa de Campo Grande afirma, em nota, que a quantidade de pacientes encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde ao Pronto-socorro do hospital é maior do que a capacidade física instalada. E como é de conhecimento, mesmo a instituição informando sobre essa superlotação aos órgãos de regulação responsáveis, os pacientes continuam chegando à revelia. Ou seja, sem leitos disponíveis suficientes para atender a demanda, os pacientes precisam aguardar atendimento na maca. Então, casa ressaltar que o problema não é retenção de macas, e sim a quantidade de pacientes em atendimento no Pronto-socorro ao mesmo tempo.

Vale ressaltar também que a Santa Casa sempre foi responsável com a liberação das macas, justamente por entender a importância da utilização delas pelas Unidades de Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e pelo Corpo Bombeiros, porém, a não liberação não depende do hospital, mas sim da possibilidade numérica de pacientes em atendimento.

Situação da Pronto Atendimento dia 13/2/2023

No Pronto-socorro Adulto, a situação na manhã desta segunda-feira, era de 16 pacientes na Unidade de Decisão Clínica – Crítica, sendo que três estavam em ventilação mecânica (intubado), e 11 internados aguardando leito e três em observação. Lembrando que a capacidade máxima é de 6 leitos nesta setor.

Já na Unidade de Decisão Clínica – Não crítica, haviam 41 pacientes no setor, sendo que a capacidade máxima é de apenas 7 leitos, dos pacientes que estão ali, sendo 22 são internados e aguardam leitos em enfermaria e 19 em observação. 



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