Fatores internacionais deixam preços da soja em baixa no Brasil

Contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 3,50 centavos ou 0,23% a US$ 14,85 por bushel

| CANAL RURAL


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Cotações

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O mercado brasileiro de soja teve mais um dia lento. Com o dólar caindo mais de 1% e Chicago fechando no território negativo, os preços no Brasil ficaram de estáveis a mais baixos, salvo ajustes pontuais.

Segundo analistas de Safras & Mercado, o interesse de venda é baixo. Os produtores seguem esperando por melhores cotações para negociar.

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira (10) com preços mais baixos. O dia foi volátil. Pesa sobre o mercado a perspectiva de mudança no foco dos compradores, passando dos Estados Unidos para o Brasil e reduzindo a demanda pelo produtor local.

O desempenho positivo do petróleo e uma nova venda dos exportadores privados limitaram as perdas, com os agentes se posicionando frente ao relatório de quinta-feira (12) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos USDA, que deve elevar a sua estimativa para os estoques finais e produção de soja dos Estados Unidos em 2022/23.

Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques de 236 milhões de bushels em 2022/23. Em dezembro, a previsão ficou em 220 milhões de bushels. Para a produção, o mercado aposta em elevação de 4,346 bilhões para 4,360 bilhões de bushels.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2022/23 de 101,9 milhões de toneladas, contra 102,7 milhões previstos em dezembro.

Os estoques trimestrais norte-americanos de soja na posição 1o de dezembro deverão ficar abaixo do número indicado pelo USDA em igual período do ano anterior. A projeção é de analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais, que indicam estoques trimestrais de 3,145 bilhões de bushels.

Contratos com entrega em março

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Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 3,50 centavos ou 0,23% a US$ 14,85 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 14,89 1/4 por bushel, com perda de 4,25 centavos de dólar ou 0,28%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 1,40 ou 0,29% a US$ 468,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 62,57 centavos de dólar, com perda de 0,78 centavo ou 1,23%.

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,04%, sendo negociado a R$ 5,2020 para venda e a R$ 5,2000 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1980 e a máxima de R$ 5,2760.



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