Com escolas fechadas, professores protestam em frente a Prefeitura em ato por reajuste salarial

Expectativa é de que pelo menos 3 mil professores passem pela manifestação

| MIDIAMAX/CLAYTON NEVES E THALYA GODOY


Manifestantes usam camisetas, bandeiras e palavras de ordem. (Foto: Henrique Arakaki / Midiamax)
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Com 100% das escolas de ensino fundamental e infantil fechadas, professores da rede municipal de ensino organizaram protesto em frente a Prefeitura na manhã desta sexta-feira (25). Com a paralisação, o grupo pretende pressionar a Prefeitura de Campo Grande para que cumpra a lei que prevê reajuste salarial da categoria.

De acordo com o presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), todas as 200 unidades de ensino aderiram ao movimento. A expectativa é de que pelo menos 3 mil dos 8 mil educadores do quadro da rede municipal passem pela manifestação no Paço Municipal.

“Não estamos aqui para negociação, até porque, ela já foi feita lá atrás. Queremos o cumprimento da Lei', pontuou o presidente do Sindicato, Lucilio Nobre. 

Na gestão do ex-prefeito, Marquinhos Trad (PSD), em março deste ano, foi acordada entre a ACP e o município a proposta de reajuste escalonado de 67% até 2024.

O escalonamento deverá ser da seguinte forma: 10,06% retroativo a fevereiro, 10,39% em novembro de 2022; 11,67% em maio/2023; 11,67% em outubro/2023; 11,67% em maio/2024; e 11,67% em outubro/2024.

A ACP estima que, para o pagamento do reajuste, seriam necessários algo em torno de R$ 10 milhões e R$ 15 milhões. Como alternativa, ele menciona que os R$ 70 milhões de verba do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) poderiam ser usados. 

Às 9h, comissão de representantes dos professores será recebida pela prefeita Adriana Lopes (Patriotas). Segundo os educadores, assembleia marcada para às 14h vai decidir se a paralisação continua ou não.

Executivo pede alternativas

O novo secretário municipal de educação, Lucas Bitencourt, reforçou que município irá buscar alternativas para o pagamento, mas desconversou sobre a possibilidade de parcelar novamente o reajuste.

“Queremos e precisamos cumprir a lei, esse é o nosso objetivo, mas encontramos dificuldades na própria lei. Agora, a prefeitura vai montar comissões para apontar propostas e resolver a questão. Estão abertas as construções para equilibrar a receita', finaliza.

Lei previa possibilidade

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Carlos Augusto Borges, conhecido como Carlão (PSB), afirmou que, na ocasião em que a legislação que previa o aumento foi aprovada, já havia previsão de pagamento mediante disponibilidade financeira.

'Não é o caso da prefeitura hoje. Cabe à prefeita, ACP e Comissão de Educação da Câmara tentar um acordo de como cumprir esse compromisso', disse ao Jornal Midiamax.



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