Carinho canino: estudo mostra que cães choram ao reencontrar seus tutores

O primeiro estudo do tipo a demonstrar que emoções posivas podem provocar lágrimas em outras espécies foi conduzido por pesquisadores do Japão

| VEJA / ANDRé SOLLITTO


Cães choram ao reencontrar seus tutores após períodos de ausência, diz estudo -  Pixabay/Divulgação
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Quem tem um cachorro em casa já percebeu a animação que os animais sentem quando os tutores voltam para casa após um período distantes. Agora, pesquisadores do Japão apontam que cães podem, de fato, chorar nesses momentos de reencontro. E as lágrimas estão conectadas com a produção de oxitocina, um hormônio que promove sentimentos como amor e união social.

O estudo, conduzido por Takefumi Kikusui, da Universidade de Azabu, foi publicado no periódico científico Current Biology. Os pesquisadores usaram pequenas tiras de papel coladas nos olhos de 18 cachorros para identificar a quantidade de lágrimas inicialmente em suas casas com a presença dos donos. Depois, compararam os índices com os primeiros cinco minutos de reencontro dos cães com seus tutores após um período de ausência. O aumento foi significativo, e não acontecia quando outros humanos, estranhos aos animais, eram apresentados aos cachorros. Outros testes posteriores comprovaram a descoberta.

Esta é a primeira pesquisa do tipo a demonstrar que emoções positivas podem provocar lágrimas em outras espécies. Ela indica também que a reação é mútua. O olhar de um cachorro também induz a produção de oxitocina nos humanos. Os pesquisadores também mostram 10 imagens de cinco cães para 74 voluntários, que precisavam dizer quanto eles queriam cuidar daqueles animais, em uma escala de 1 a 5. Os cachorros com olhos lacrimosos apresentam índices até 15% maiores de interesse e carinho dos humanos.

A ideia para a pesquisa surgiu a partir da experiência pessoal de Kikusui, que reparou que o rosto de sua poodle parecia mais afetuoso quando cuidava de seus filhos. “Observamos anteriormente que a oxitocina é liberada tanto em cães quanto em tutores ao interagir. Então, realizamos um experimento de reunião”, afirmou Kikusui, ao jornal inglês The Guardian.



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