Alunas criam absorvente biodegradável feito com bagaço da cana-de-açúcar e fibra de soja

Jovens do ensino médio desenvolveram o produto que será destinado às mulheres em alta vulnerabilidade e situação de rua

| R7 / EDUCAçãO | ALEX GONçALVES, DO R7*


Objetivo do projeto é distribuir o absorvente para as mulheres em situação de vulnerabilidade - Divulgação/ CNI
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Ana Júlia Cavalcante Dobbins, 17 anos, e Ludmila Souza Farias, 16 anos, são estudantes do ensino médio na rede Sesi (Serviço Social da Indústria) do município de Naviraí, no Mato Grosso do Sul. Juntas, as adolescentes criaram o Projeto EVA, um absorvente natural produzido a partir do bagaço da cana-de-açúcar e do tecido de fibra de soja, para combater a pobreza menstrual.

Tudo começou com uma pesquisa para um trabalho escolar, elas pesquisaram como as mulheres em situação de rua lidam com a menstruação. As amigas decidiram se aprofundar no tema e entraram no projeto de iniciação científica da escola, para distribuir o absorvente às mulheres em situação de vulnerabilidade social.

“Nosso projeto tem justamente o propósito de restaurar a dignidade das mulheres que menstruam em situação de rua, transformando a realidade, dando um pouco mais de qualidade de vida', explica Ana Júlia.

O absorvente é composto por duas camadas. A primeira, feita de tecido de fibra de soja, absorve o sangue. Já a segunda camada, produzida com o bagaço de cana-de-açúcar, trigo e água, é um bioplástico para impermeabilizar e evitar vazamento.

Segundo as adolescentes, no início, o projeto era uma calcinha absorvente a qual utilizava outros materiais, mas, a partir de pesquisas e testes realizados, elas chegaram a um novo ponto. 'Alguns resultados foram bons, já outros não saíram como esperávamos, mas eles nos guiaram para outro caminho', explica uma Ludmila.

Zaira de Jesus, professora de língua portuguesa da Escola Vereda elaborou um ranking com as maiores palavras da língua portuguesa. Confira a listagem com os enormes palavrões: 

Valter Campanato/Agência Brasil - 28.11.2021

1. Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico: o termo com 46 letras está no topo das palavras mais longas do dicionário de língua portuguesa. A palavra está relacionada a uma doença pulmonar aguda causada pela aspiração de cinzas vulcânicas

Divulgação Freepik

2. Hipopotomonstrosesquipedaliofobia: com 33 letras, esta palavra indica a fobia de pronunciar palavras grandes e complexas, principalmente em público, afinal, dá medo de errar!

Divulgação/ Freepik

3. Anticonstitucionalissimamente: insconstitucionalissimamente já era uma palavra grande, imagine com o  prefixo 'anti'? Essa palavra é usada para designar algo que se posiciona contra a Constituição. Embora não seja a maior, a palavra inconstitucionalissimamente é tida, pelo Guinness Book of Records, como a maior palavra portuguesa

Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

4. Oftalmotorrinolaringologista: é uma palavra usada para indicar a profissão de médico especialista em doenças dos olhos, ouvidos, nariz e garganta. É um 'plus' da profissão de otorrinolaringologista, palavra que contém 22 letras

Divulgação/ Freepik

5. Cineangiocoronariográfico: com 25 letras, é o nome de um exame radiológico para visualizar as artérias que irrigam o coração

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6. Acrocefalossindactilia: a última palavra indicada pela professora possui 22 letras. É uma anomalia caraterizada por dedos grudados

Seduc Goiás

Outra palavra de grande destaque reconhecida pelo Guinness World Records, o livro que registra os recordes, como a maior do mundo é sueca: nordöstersjökustartilleriflygspaningssimulatoraeistoa do anläggningsmaterielunderhållsuppföljningssystemdiskussionsinläggsförberedelsearbeten, com 130 letras. Segundo o livro, o significado é: “trabalho preparatório de contribuição para a discussão sobre o sistema de manutenção de suporte do material do dispositivo de inspeção do simulador de aviação da artilharia de costa do norte do mar Báltico

Adobe Stock

Um estudo realizado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) chamado Pobreza menstrual no Brasil: desigualdades e violações de direitos, revelou que cerca de 710 mil meninas vivem em casas que não têm banheiro. Além disso, 6,5 milhões moram em lugares sem rede de esgoto e 900 mil não têm acesso à água canalizada.

O documento ainda destaca que essas meninas recorrem a pedaços de pano usado, jornal, papelão, terra e até miolo de pão para conter o fluxo menstrual. De acordo com os orientadores do projeto, Rosa Maria dos Santos, professora de linguagens, e Anderson Douglas da Rocha Souza, professor de ciências da natureza, o objetivo do EVA é promover o fácil acesso a produtos de higiene menstrual a toda as mulheres. “Também desejamos cooperar com o meio ambiente, o projeto tem um impacto ambiental positivo, devido aos materiais utilizados na confecção: biodegradáveis e naturais,' avalia Rosa.

Os professores contam que existem planos a longo prazo para confecção e a distribuição dos absorventes para atingir tanto as mulheres mais vulneráveis quanto aquelas que buscam um produto de higiene menstrual ecológico. O EVA ainda está na fase de testes, que deve ser concluída em três meses. Depois, o projeto será submetido à Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisas em Seres Humanos).

Com o projeto, as jovens conquistaram o 3º lugar da Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia) deste ano na categoria saúde. Elas ganharam uma menção honrosa do seu estado por serem o projeto destaque de 2022.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Karla Dunder



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