Milho: exportação cresce 100% em um ano

Importação do cereal segue aquecida com a retomada do mercado

| CANAL RURAL


Giovani Ferreira: diretor de conteúdo do Canal Rural e apresentador do boletim ‘AgroExport’ | Foto: Reprodução/Canal Rural
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No intervalo de julho de 2021 a julho de 2022, a exportação brasileira de milho cresceu mais de 100%. A evolução do mercado internacional para o cereal plantado no país foi o destaque da edição da vez do ‘AgroExport’, quadro semanal apresentado por Giovani Ferreira, diretor de conteúdo do Canal Rural, no telejornal ‘Mercado & Companhia’.

Em julho do ano passado, o Brasil embarcou para o exterior 2 milhões de toneladas de milho, ressaltou Ferreira com base em dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). No mês passado, porém, o volume mais do que dobrou: acima das 4 milhões de toneladas enviadas para outros países.

O número registrado no primeiro mês do segundo semestre deste ano não foi por acaso, avalia o apresentador do boletim ‘AgroExport’. De acordo com Ferreira, o volume representa a retomada do setor. “No ano passado, tivemos um problema de escassez, por causa de questões climáticas, e reduzimos as exportações, mas agora elas voltaram com força.'

Giovani Ferreira: diretor de conteúdo do Canal Rural e apresentador do boletim ‘AgroExport’ | Foto: Reprodução/Canal Rural

A retomada observada não deve, no entanto, ser responsável pela quebra do recorde de exportação de milho pelo Brasil. Giovani Ferreira destacou que tal marca deverá seguir com 2019, quando o país embarcou 42,75 milhões de toneladas de milho para o exterior. No consolidado deste ano, a expectativa é de o setor voltar ao patamar de 2020, quando mais de 34 milhões de toneladas do cereal foram para o exterior.

No quesito milho no Brasil, as exportações estão em alta. E as importações também. De janeiro a julho deste ano, a importação do cereal superou 1 milhão de toneladas — volume similar ao registrado no mesmo período do ano passado, pontuou o diretor de conteúdo do Canal Rural.

Mas por qual razão os desembarques estão numa crescente? Para Ferreira, alguns fatores ajudam a responder tal questão. Fatores esses que vão da sensação de escassez do produto no ano passado, em meio à pandemia da Covid-19, até aos preços praticados pelo mercado internacional.

“O Brasil precisa desse excedente para retomar as exportações' — Giovani Ferreira

“Mercado livre, aberto e concorrencial', enfatizou o apresentador do ‘AgroExport’. “O Brasil precisa desse excedente para retomar as exportações e está importando milho de outros países do Mercosul para atender a demanda interna', comentou Ferreira, que ainda lembrou: o preço do cereal foi alterado diante da guerra entre Ucrânia e Rússia.

“Quando se iniciou a guerra na Ucrânia, em fevereiro, a saca de milho no mercado internacional estava cotada na casa dos US$ 5 por bushel. Com a guerra foi a US$ 8 por bushel, por um temor de escassez', afirmou Ferreira. “Hoje, o preço se acomodou, foi para a casa dos US$ 6,5 dólares por bushel.'

Apresentado por Giovani Ferreira, o boletim ‘AgroExport’ conta com edições semanais. O quadro é exibido às terças-feiras, dentro do telejornal ‘Mercado & Companhia’.

Confira, abaixo, algumas das últimas edições do boletim ‘AgroExport’:

+ Por que o Brasil antecipou a importação de fertilizantes? + Com guerra na Ucrânia, Brasil se destaca na exportação de trigo + Exportação de carne bovina bate recorde no 1º semestre de 2022



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