CPI da Petrobras: Tereza Cristina, Trutis e Dagoberto assinam lista

Investigação, defendida por Bolsonaro, já tem a adesão de 139 deputados, restam 32 assinaturas para instalar a CPI

| CORREIO DO ESTADO / EDUARDO MIRANDA


Tereza Cristina e Loester Trutis assinaram lista para criar CPI da Petrobras, defendida por Bolsonaro - Divulgação
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Os deputados federais Dagoberto Nogueira (PSDB), Loester Trutis (PL) e Tereza Cristina (PP) foram os únicos parlamentares sul-mato-grossenses a assinarem até agora a lista para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a política de preços da Petrobras na Câmara dos Deputados.

A autoria do pedido, que ainda não foi protocolado, é o lider do PL na Câmara, Altineu Cortês (PL-RJ). Por enquanto, ele já conquistou 139 assinaturas, e precisa de 139 para atingir seu objetivo, que são 171 assinaturas ao todo.  

O requerimento foi feito 3 dias depois de o presidente Jair Bolsonaro (PL) falar em criar uma CPI para investigar a conduta do presidente, da diretoria e dos conselhos de administração e fiscal da estatal. A possibilidade foi aventada depois de a Petrobras reajustar os preços de combustíveis, no dia 17 de junho.  

No documento foram anexados relatórios oficiais que falam sobre a margem de lucro, receita líquida e retorno do capital investido pela Petrobras.  O requerimento diz que a execução da política de preços da Petrobras causa “estranheza' e afirma que a reserva de lucros da empresa estaria sendo destinada para pagamentos de proventos “em percentuais muito acima do mínimo legal' em vez de ser usado em investimentos alinhados com o interesse público.  

Além de Cortês, autor da lista, e de Trutis, Dagoberto e Tereza Cristina, assinaram o documento os deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF), Carla Zambelli (PL-SP) e Daniel Silveira (PTB-RJ), todos da base do governo Bolsonaro.

A criação de uma CPI da Petrobras na Câmara poderá concorrer com outra CPI que já conquistou as assinaturas necessárias e está prestes a ser instalada, no Senado, para apurar a corrupção no Ministério da Educação (MEC). Desta forma, haveriam duas CPIs em operação no período eleitoral, uma com uma direção contrária ao governo no Senado, e outra, de cunho mais favorável, na Câmara.  

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