MS registra média de quase quatro casos de feminicídios por mês em 2022

| DOURADOSNEWS / JESSICA BEATRIZ


Lucilene e Grazielly, mortas pelos ex-companheiros - Crédito: Reprodução
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De acordo com dados divulgados pelo site de estatísticas da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), Mato Grosso do Sul registrou 23 feminicídios [homicídio cometido contra mulheres que é motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero] em 2022, média de quase quatro casos por mês.

Desde o início dos levantamentos, em 2015, o maior número de registros de óbitos por feminicídio ocorreu no ano de 2020, com 38 vítimas, seguido por 2016, quando 34 mulheres foram mortas. Em 2021, foram registradas 32 mortes por feminicídio e em 2018 contabilizados 31 óbitos.

Neste período, já foram contabilizadas 229 mortes por feminicídio, crime que envolve misoginia e menosprezo pela condição feminina ou discriminação de gênero, fatores que também podem envolver violência sexual.

Nas últimas semanas, duas mulheres foram mortas em Mato Grosso do Sul. Lucilene Nobel da Silva, 38, e Grazielly Karine Soares Alves de Lima, 28, foram assassinadas pelos ex-companheiros. Desses casos mais recentes, apenas a segunda vítima ainda não entrou nas estatísticas do Estado.

Casos mais recentes

Lucilene, moradora do Distrito da Macaúba, em Dourados, morreu na última quinta-feira (16). O ex-marido Roberto Morais de Oliveira, 45, efetuou tiros de espingarda contra ela. O filho deles, de quatro anos, estava no local do crime.

Após se entregar, o indivíduo alegou que não tinha intenção de matar a ex-companheira e que queria apenas assustá-la, mas que uma discussão teria ocasionado o disparo acidental. Ele foi preso e encaminhado para a PED (Penitenciária Estadual de Dourados).

O segundo crime mais recente em MS tem requintes de crueldade. Grazielly foi encontrada morta, sentada no sofá da sua residência, em Corumbá. Partes do seu corpo estava retalhado sobre o móvel. Foram constatadas lesões nos braços, tronco, cabeça e perna, além de cortes no cabelo da vítima.

Informações apontam de que a vítima e o suspeito, Edmilson Veríssimo dos Reis, 33, vulgo “Aquidauana e Xitu”, estavam separados há três meses. Ela tinha registrado um boletim de ocorrência contra ele em 8 de março deste ano. Após cometer o crime, o indivíduo avisou um amigo e fugiu.  



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