Lama Asfáltica vai a apartamento e escritório do filho de Reinaldo

A ordem é do juiz federal Bruno César da Cunha Teixeira

| ANAHI ZURUTUZA E PAULA MACIULEVICIUS / CAMPO GRANDE NEWS


Polícia Federal cumpre mandado de busca em escritório de advocacia na Avenida Hiroshima, em Campo Grande. (Foto: Paula Maciulevicius)
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Depois de 6 fases tendo o governo de André Puccinelli (MDB) como alvo, a 7ª etapa na Operação Lama Asfáltica tem como foco contratações do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) e como um dos alvos Rodrigo Souza e Silva, filho do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

O Campo Grande News apurou que policiais federais estiveram no apartamento de Rodrigo, localizado na Rua 13 de Junho, no Centro de Campo Grande, e ainda faz buscas em escritório de advocacia na Avenida Hiroshima, do qual ele é sócio.

Os mandados são de busca e apreensão. O documento, que a reportagem teve acesso, é assinado pelo juiz federal Bruno César da Cunha Teixeira, manda que policiais apreendam “coisas achadas ou obtidas por meios criminosos' e “instrumentos de falsificação ou contratação', além de “objetos'.

A operação – A PF e a Receita Federal divulgaram que esta 7ª fase da Lama Asfáltica, batizada de Operação Motor de Lama, cumpre 19 mandados em Campo Grande e Dourados.

São 11 de busca e apreensão, 4 medidas restritivas de liberdade e 4 mandados de sequestro e decretação de indisponibilidade de bens de investigados. Segundo a PF, são R$ 40 milhões em confisco de valores.

A investigação apura irregularidades na contratação de serviços de emissão de CNHs (Carteira Nacional de Habilitação), vistoria veicular e aquisição fictícia de produtos.

Segundo informações da Receita Federal, além da contratação na emissão de CNH, a operação investiga a utilização de contas bancárias de “testas de ferro' e a evasão de divisas, mediante a utilização de 'dólar-cabo' para a remessa de valores - crime contra o sistema financeiro nacional, chamado evasão de divisas.

Neste sistema, os recursos são transferidos de forma eletrônica para o exterior, mediante uma rede de doleiros, sem observância das normas legais.

Participam das ações 9 auditores-fiscais e 5 analistas-tributários da Receita Federal, mais de 46 policiais federais e servidores da Controladoria-Geral da União.



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