Falsários vendem óleo de soja como azeite: 9 marcas são proibidas

| COZINHA BRUTA/MARCOS NOGUEIRA


Quando está numa garrafa sem rótulo, não dá para saber se o azeite é fraudado – Imagem de Marge Nauer por Pixabay
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Chego aqui um pouco atrasado para registrar uma notícia importante: o governo proibiu a venda de nove marcas de azeite, ou melhor, de nove marcas de óleo que eram vendidas com rótulo de azeite de oliva.

São elas: Casalberto, Conde de Torres, Donana (Premium), Flor de Espanha, La Valenciana, Porto Valência, Serra das Oliveiras, Serra de Montejunto e Torezani (Premium).

A fraude foi descoberta em uma operação policial do Espírito Santo e fez o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) proibir a venda do óleo em território nacional.

O que era vendido como azeite tinha, na verdade, óleo de soja. Possivelmente misturado a um pouquinho de azeite para ter algum aroma de azeitonas –como o óleo Maria e outras marcas que oferecem óleo misto dentro da lei, com rotulagem correta.

Os mercados que tiverem estoque das nove marcas adulteradas devem consultar as Superintendências Federais de Agricultura para a posterior destruição da mercadoria.

Peço desculpas pelo tom meio protocolar dos parágrafos acima, mas esse é um assunto sério que não recebe a devida atenção.

Há décadas existem marcas de azeite falsificada no comércio e nos restaurantes do Brasil. No mercado, você as reconhece pelo preço estranhamente baixo –a metade do valor de azeites comunzinhos como Gallo, Andorinha ou Borges.

Nos restaurantes –que fingem não perceber a fraude para gastar menos em insumos–, é mais difícil. Em especial quando o estabelecimento muda o azeite para galheteiros sem rótulo ou, prática tão comum quanto ilegal, preenche garrafas de marcas consagradas com outro azeite.

Há ainda outra prática comum em restaurantes: deixar um azeite ok para o cliente se servir à mesa e usar o produto falsificado na cozinha.

É possível sentir um certo gosto rançoso na comida feita com esses óleos, mas é impossível provar qualquer coisa objetivamente sem uma análise de laboratório.

Há décadas também surgem listas de marcas piratas. As ações do governo e da polícia fazem um barulhinho, mas nunca resolveram nada. Os falsários se adequam ao novo cenário: passam a envasar o produto fraudulento com um rótulo fake de uma marca nova, portanto fora do radar das operações.

A única solução possível é tirar de circulação os estelionatários, não apenas a mercadoria fajuta.

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