Andar na “banguela' gasta menos combustível?

Consequências de dirigir em ponto morto vão além do consumo de combustível do carro

| ICARROS


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A indústria automotiva sempre caminhou lado a lado com a tecnologia, mantendo-se em constante evolução. Então, nem tudo o que era verdade há dez, quinze anos, permanece igual. Algumas dessas verdades, hoje não passam de conceitos antigos.

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E apesar deste conceito já ter caído em desuso, há ainda quem insista em defender que andar na “banguela” seja uma ótima alternativa para economizar combustível - o que não é verdade.

Vamos entender de onde surgiu essa história e esclarecer por que dirigir em ponto morto não funciona para economizar combustível.

Carros carburados: a origem do hábito

Na era dos carros carburados, a estratégia de manter o carro em ponto morto ao máximo possível para economizar combustível era mesmo verdade. Isso porque cabia ao carburador a função de "alimentar" o motor.

Então, deixar o câmbio em ponto morto numa descida, fazia com que o motor trabalhasse em marcha lenta e, consequentemente, o consumo de combustível era menor. Assim, criou-se o hábito de colocar o carro em ponto morto em longas descidas.

2006: O adeus ao reinado do carburador

Assim como a tecnologia dos modernos smartphones aposentou os obsoletos celulares, que serviam apenas para fazer e receber chamadas, a chegada da injeção eletrônica destronou o reinado dos carros carburados.

Em 1988, há mais de trinta anos, a Volkswagen apresentou o primeiro veículo com injeção eletrônica do Brasil: o esportivo Gol GTi. De lá pra cá, as montadoras passaram a adotar cada vez mais este novo sistema de alimentação de combustível e abrir mão do sistema via carburador.

A produção de carros carburados foi completamente interrompida há mais de dez anos. Os últimos carros com carburador foram a van Mitsubishi Express 2003 e os modelos da Lada até 2006.

Injeção eletrônica: mais moderna, inteligente e eficiente

A injeção eletrônica revolucionou o sistema de alimentação de combustível e ainda é adotada pelas montadoras, mesmo com a nova geração dos carros elétricos e híbridos.

Quando colocamos o carro em ponto morto, o motor não está diretamente acoplado ao câmbio. Então, para continuar funcionando, o motor precisa de combustível injetado.

Já ao dirigir com o carro engrenado (ou seja, com a marcha engatada) e sem pisar no acelerador, a injeção eletrônica corta o combustível. Isso é o que chamamos de sistema Cut Off, o Sistema de Corte de Alimentação.

Sistema Cut Off: Zero consumo de combustível

Não havendo combustível para alimentação, o motor passa a funcionar somente através da energia cinética, que é a própria energia gerada pelo carro em movimento.

Ou seja, a própria força do giro das rodas movimenta o eixo e a caixa de câmbio, chegando até o motor, que dispensa a ingestão de combustível para girar e passa a funcionar somente pelo embalo do carro em curso.

Logo, carros com injeção eletrônica têm consumo reduzido a zero quando engrenados e sem pisar no pedal de acelerador.

Freio Motor: maior durabilidade e segurança

Quanto mais você utiliza o freio motor, que é justamente o carro engrenado, maior será a segurança e a durabilidade do sistema de freios, além da economia de combustível.

Se você tem o hábito de dirigir “na banguela”, o ideal é realizar uma revisão automotiva o quanto antes, principalmente se for viajar com o carro e descer a serra, para garantir que seu sistema de freios não esteja comprometido.

É ilegal descer a serra em ponto morto ou “na banguela”, como dizem. Além de forçar todo o sistema de freios, você pode causar problemas de quebra da correia dentada, do virabrequim e até mesmo do sistema da caixa de câmbio se forçado a longo prazo.

ATENÇÃO: No caso de carros automáticos, jamais desça a serra com a marcha em N (neutro)! Isso pode estourar o câmbio automático, já que não há lubrificação quando essa marcha é engrenada.

Fonte: MixAuto Center 


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