Agronegócios
Projeto que previa taxar exportação do milho em 15% é retirado de tramitação na Câmara dos Deputados
O projeto chegou a ser classificado por alguns representantes dos agricultores como uma “aberração'. Segundo autora a intenção sempre foi de apoiar os criadores de animais que atravessam um momento delicado.
| TERRA E NEGóCIOS / REDAçãO COM ASSESSORIA
O projeto de lei proposto pela deputada Soraya Manato (PSL-ES) que previa a taxação de 15% sobre as exportações de milho até 31 de dezembro de 2022 foi retirado de tramitação na Câmara nesta quarta-feira (2). Segundo a autora da matéria, Soraya Manato (PSL-ES), o objetivo era assegurar o abastecimento do grão no mercado interno nacional. Ainda de acordo com a medida, o governo federal teria autonomia para alterar a taxa em até 10 pontos percentuais.
O projeto chegou a ser classificado por alguns representantes dos agricultores como uma “aberração”, já que a produção de milho no país é superior ao consumo interno, o que de acordo com a Aprosoja-MT, não justifica criar entraves às exportações. Outro detalhe importante apontado pela Associação é que o produtor rural não escolhe o destino da sua produção, mas sim a indústria adquirente, que a entrega àqueles com quem firmou contratos antecipados, mecanismo de compra que está à disposição também dos players internos.
Ainda segundo a Aprosoja Mato Grosso, “soma-se a isso o déficit de armazenagem do país que afeta produtores e compradores nacionais e obriga que o escoamento da safra ocorra concomitantemente a colheita”.
Após o arquivamento, a deputada afirmou à equipe da CNN Brasil que irá construir uma nova proposta alinhada com os Ministérios da Agricultura e da Economia e com produtores capixabas “para que seja apresentado um projeto mais favorável a todo o agro brasileiro e que não venha a ferir os princípios da liberdade econômica”. A “Tenho um mandato limpo, transparente, íntegro e estou à disposição do setor do agro e do governo Bolsonaro para fecharmos uma proposta satisfatória a todos”, completou a deputada, que afirmou ter recebido ataques após a apresentação da medida.
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